O dia se espatifa: tô me achando
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quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Da energia no trabalho

Apesar de ser uma leitora eclética e sem preconceitos, não curto  qualquer tipo de autoajuda - inclusive autoajuda corporativa. Há alguns anos, porém, traduzi para a Record um livro chamado Zona de Alta Frequência. Lembro pouco do conteúdo do livro, mas o pouco de que lembro falava sobre como equipes que estão em sintonia e trabalham com alta energia rendem mais. Nos últimos dias, tenho lembrado bastante desta tese do autor.

Isso porque a equipe do que convencionamos chamar aqui na RBS de "Fábrica de Sites", a área em que trabalho e que é constituída de gente das mais diversas áreas de formação divididas em equipes de produto, arte e TI, tem trabalhado num ritmo dos mais animados. São dezenas de projetos pequenos, médios, grandes e imensos em andamento - em paralelo -, e o pessoal encara cada uma das atividades como se fosse a mais importante.

Hoje, às 10h17, lançamos o novo clicRBS. Eu já tinha trabalhado na criação da capa anterior, em maio de 2008, e, como da outra vez, estou me sentindo triiiiiifeliz.

Como disse na época, em dias assim, eu gosto muito do meu trabalho.

Para saber mais e opinar, acessa este link aqui :-)

sábado, 19 de junho de 2010

A viagem de um tweet meu até a Galícia

Em 1996, fui uma das alunas do curso de jornalismo aplicado da RBS. Éramos cerca de 30 jornalistas recém-formados - entre os quais muitos que são amigos e/ou colegas até hoje - premiados com excelentes professores sobre vários temas relacionados com o dia a dia de uma redação. Um dos grandes professores era o Paco Sanchez, uma unanimidade no grupo.



Todo esse nariz de cêra só para os queridos 17 entenderem por que fiquei tão feliz ontem ao receber uma mensagem do Paco dizendo que iria usar um tweet que postei sobre a morte do Saramago numa "columnita" dele no jornal La Voz de Galicia. E mais feliz ainda ao ver palavras minhas efetivamente publicadas num periódico da linda terra dos antepassados do meu marido num belo texto dele sobre a morte do escritor português.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Momento autopromoção de mim mesma

Ainda não são livros meus, e nem sei se algum dia haverá algum livro meu, mas nesta feira tem dois lançamentos que são traduções minhas para a L&PM. O fofo Snoopy 9 - Pausa para a soneca, do Charles Schulz, e Os Crimes ABC, da Agatha Christie.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Vonnegut póstumo

Acabo de receber um exemplar - superbonito, aliás - do livro póstumo do Kurt Vonnegut. Armagedom em retrospecto saiu pela L&PM, com tradução desta que vos escreve.

Eu já tinha falado dele em outras ocasiões.

O homem é mestre.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Para dar risada

A L&PM tem quatro livros do Woody Allen à venda. Três foram traduzidos pelo Ruy Castro. O último, recém-saído do forno, por esta que vos bloga.

Azar, tô me achando. E o livro, Adultérios, é muuuuuito divertido.

sábado, 6 de outubro de 2007

Reclame familiar

Então o Márcio, a partir desta segunda, passa a ser o novo editor da página 3 de Zero Hora. A novidade saiu na própria deste domingo, com fotinho e tudo. A foto tá feia, mas é ele aí, sim.

O rapaz segue assinando a coluna e o blog Jogo da Memória.

quinta-feira, 3 de maio de 2007

sábado, 14 de abril de 2007

De volta ao papel

Hoje é um texto meu que cito aqui. Saiu na central do Segundo Caderno da Zero Hora de hoje. Coincidentemente, ao lado de um texto do Márcio.

Do medo de trair Kurt Vonnegut

CÁSSIA ZANON *

Os livros de Kurt Vonnegut Jr - escritor americano que morreu na última quarta, em Nova York - têm ilustrações e linguagem coloquial. A narrativa, muitas vezes circular, traz expressões que se repetem ao longo da história. O vocabulário, simples, não exige um conhecimento muito avançado da língua inglesa para ser compreendido no original. Nada a temer ao ser incumbida de sua tradução, certo? Em termos.

Assim que comentei com amigos sobre a tarefa, comecei a sentir o tipo de cobrança que viria. Gente muito boa saudava a reedição de dois títulos que estavam esgotados havia muito. Eram leitores que se gabavam de ter uma edição de Cama de Gato ou Almoço dos Campeões ou Matadouro 5, ainda que aos pedaços. O cumprimento pelo que consideravam uma honraria vinha quase que invariavelmente seguido por uma advertência: "Vê lá, hein? Cuidado com essa tradução".

Em respeito a essa idolatria que, em 2004, por desconhecer a obra, custava a compreender, resolvi fazer um reconhecimento do terreno e ler os títulos que tinha à mão na ocasião - Timequake e Pastelão - e percorrer os incontáveis sites sobre sua obra. O objetivo era tentar entender o porquê de, mais do que leitores, o homem ter seguidores. Resultado: quando finalmente abri Slaughterhouse 5 para começar a transformá-lo em Matadouro 5, eu mesma havia me transformado numa admiradora.

Para se ter uma idéia do significado de Vonnegut para os fãs, no dia seguinte à morte do escritor, o site Technorati (www.technorati.com), que acompanha a movimentação em sites do mundo todo, mostrava que "kurt vonnegut" havia sido a terceira expressão mais pesquisada do dia. Além disso, até o começo da manhã de ontem, um novo post de blog vinha sendo publicado a cada instante em algum ponto do planeta lamentando a perda. Aos 84 anos, na avaliação dos admiradores, ele foi embora cedo demais. No site do The New York Times, o obituário de Vonnegut aparecia como a notícia mais lida do dia.

Foi provavelmente por ter adquirido essa noção, aliás, que não estranhei quando, na comunidade "Kurt Vonnegut (Brasil)" do Orkut, levei um puxão de orelha de um dos membros por causa da frase final de Matadouro 5: "Pode parecer uma bobagem, mas por que você traduziu a onomatopéia para 'piu-piu-piu'? (Isto é sério, pois acho a anterior, piu-lu-tui..., mais interessante...)" - ele se referia à primeira tradução. Bobagem alguma.

Sem exagero, a escolha da melhor tradução para o original "poo-tee-weet" me tirou horas de sono. Então, expliquei ter optado pela simplicidade do piu-piu-piu numa tentativa de me manter fiel à singeleza do original. Devo admitir que, ao saber da morte de Vonnegut, repassei essa e várias outras escolhas que fiz. E torci muito que ele não tenha tido motivos para se sentir traído.

* Jornalista. Traduziu os livros Matadouro 5 e Café-da-Manhã dos Campeões para a editora L&PM

sexta-feira, 9 de março de 2007

Ê

Toda vez que sai crítica de livro que traduzi, fico superfeliz ao não ver nenhum comentário do tipo "apesar da tradução". Foi o caso desta aqui (só para assinantes UOL ou Folha), do Michel Laub, na Folha de S. Paulo, sobre o Queria que Você Estivesse Aqui, do Stewart O'Nan, que traduzi para a Record.

O'Nan utiliza velho realismo psicológico e tem bom resultado
MICHEL LAUB
ESPECIAL PARA A FOLHA

Não é muito difícil perceber quando um romance foi concebido para virar best-seller.
Há elementos que servem como pista: a prosa excessivamente transparente, pequenos "ganchos" para manter o interesse no próximo capítulo, o didatismo que dá um caráter utilitário à leitura (como funciona um tribunal, um aeroporto, o mercado de ações), uma estrutura adaptável para o cinema (narrativa cena a cena, descrições detalhadas, profusão de diálogos).
E, no entanto, nem todos os livros escritos assim prescindem de uma expressão individual, uma visão de mundo que faz mais do que confirmar as certezas prévias do leitor. Exemplo é o recém-lançado "Queria que Você Estivesse Aqui", de Stewart O'Nan.
De certa maneira, o triunfo deste ex-engenheiro nascido em 1961, em Pittsburgh, Estados Unidos, é justamente a coragem de tentar unir conceitos em geral situados em campos opostos: arte e entretenimento, verdade e inteligibilidade, como se a única maneira de refletir o caos do mundo contemporâneo fosse uma narrativa também caótica, numa espécie de incômodo estrutural que o leitor purga com abnegação e amor à causa.

Realismo psicológico
O'Nan faz o contrário: opta pelo velho realismo psicológico, com suas ironias e sutilezas, para descrever a última temporada de férias de uma família à beira do lago Chautauqua.
Ali estão reunidos a viúva matriarca, sua cunhada, seus filhos e netos. Ao longo de uma semana, eles vivem experiências banais em ambientes que ressoam um certo imaginário do cinema americano: aquelas pequenas cidades, aqueles pequenos chalés, aquela nostalgia do "trio de bóias de barco sob a forma de sereia", das "cervejas ilegais enquanto os pais recebiam os Lerners e os Wisemans na varanda".
Só que, mais uma vez, a habilidade do autor em traçar perfis por meio de um simples gesto, às vezes por uma palavra não dita, empurra a narrativa para o terreno do inesperado. É quando os segredos começam a vir à tona: um divórcio cheio de ressentimentos, um adolescente problemático, a competição entre duas mulheres, uma paixão proibida. Novamente falando de tradições subvertidas, é como se O'Nan armasse sua história sob a forma clássica dos grandes dramas familiares americanos.
Basta pensar no teatro de Eugene O'Neill e Edward Albee, por exemplo.
Só que, à diferença desses autores, que conduzem os conflitos rumo a um clímax rumoroso, expondo as entranhas das relações entre pais, filhos e irmãos como metáforas de uma sociedade doente, "Queria que Você Estivesse Aqui" se encerra como um suspiro. Uma discreta e melancólica nota final, crítica em relação ao seu objeto, sem dúvida, mas com a ternura suficiente para entendê-lo em suas falhas e contradições. Talvez não seja o que o "establishment" literário deseja ouvir, mas é inegavelmente uma voz a se considerar.

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MICHEL LAUB é autor de "O Segundo Tempo" e "Longe da Água" (ambos lançados pela Companhia das Letras)

QUERIA QUE VOCÊ ESTIVESSE AQUI
Autor: Stewart O'Nan
Tradução: Cássia Zanon
Editora: Record
Quanto: R$ 54,90 (560 págs.)

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

Baita elogio

Diz a querida Simone, num comentário ali embaixo:

pensei por anos e mais anos. E me lembrei nas férias com quem tu parece tanto:
A MAFALDA, DO QUINO!
Não fisicamente, claro.
Depois que me dei conta disso, parece que encarei o fim de um parto normal sem a menor anestesia.
Uf!

terça-feira, 16 de janeiro de 2007

Um slogan só meu


Além de me botar no blogroll, o Riq diz no "mouse over" da versão 2.0 do Viaje na Viagem que eu faço sentido. Não é demais? Eu acho tão difícil alguma coisa fazer sentido. Nunca pensei que alguém achasse isso de mim...

Agora eu tenho um slogan que é uma verdadeira Brastemp ;-)

sábado, 6 de janeiro de 2007

Coisas boas

De última hora resolvemos trocar o caloorão de Porto Alegre pelo clima ameno da praia. Valeu a pena.

Aproveitando o computador litorâneo, descobri que o Riq me botou no blogroll do novo endereço (provisório) dele.

Te mete.