O dia se espatifa: balaio
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domingo, 11 de novembro de 2012

Mudando de vida e de endereço virtual

Encerrada a licença-maternidade, deixo a RBS pela terceira vez. Agora, passo a me dedicar apenas à tradução e ao meu melhor projeto: criar a Lina!

Com isso, este blog é desativado. Volto para o endereço antigo: www.cassiazanon.blogspot.com.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Com licença, maternidade

Durante a gravidez, fiz várias vezes a autocrítica de como estava monotemática. Mal sabia que depois do nascimento da minha filha a situação só pioraria. Nas primeiras semanas, pensei seriamente que meu cérebro jamais voltaria a absorver qualquer informação ou conhecimento que não estivessem relacionados àquela criaturinha linda, apaixonante e frágil no meu colo. Quatro meses e meio se passaram, e há alguns dias, naturalmente, comecei a pedir licença à maternidade e a olhar um pouco ao redor.  Sigo completamente apaixonada, minha filha está cada dia mais linda e ainda me parece frágil, mas começo a perceber que posso aproveitar o fato de ser mãe da Lina e continuar interessada no mundo ao redor ao mesmo tempo. E essa percepção tem sido libertadora.

Este blog nunca foi sobre tema algum. Como disse na minha apresentação: "Jornalista, tradutora, arquiteta de informação, gerente de projetos e professora de jornalismo online, tudo ao mesmo tempo agora, sou incapaz de concentrar meus interesses numa área só. Com preguiça de ter um blog para cada assunto, acabei optando por este, que fala de tudo um pouco – e, claro, de quase tudo mal." O descompromisso com a profundidade sempre foi uma marca deste humilde e, mesmo assim, impressionantemente, cheguei a ter uma clientela fiel, que muito me animava a buscar novas informações sobre velhos interesses e novos interesses. Em busca desse estímulo, declaro o blog oficialmente "desparalisado" para assuntos que não apenas... a maternidade.

***

P.S.

Bendita seja a licença-maternidade. Bendita ao cubo seja a licença-maternidade de seis meses - que pode ser aumentada com um mês de férias. Porque só assim uma mãe consegue passar por esse processo que estou passando com um quê de tranquilidade.

Mas, vamos combinar, querido tempo, será que dá para passar um pouquinho mais devagar nos próximos dois meses e meio? ;-)

domingo, 26 de fevereiro de 2012

It's a wonderful night for Oscars

Então que é noite de Oscar. Tenho que acordar cedíssimo amanhã para ir ao médico e depois fazer exames e não vi nenhum dos filmes candidatos ao prêmio de melhor filme - estou em estado de gravidez monotemática, lembram? Então que daí vou, sim, de novo, me dispor a perder followers do Twitter e no Facebook com meu flood de comentários baseados estritamente no meu humor e na minha paixão antiga pelo cinema – que não anda mais tão apaixonada assim, o que é fácil de notar com a minha ignorância sobre a maioria dos "astros" que surgiram depois de 2000.

Ready? Set? Go!

www.twitter.com/cassiazanon


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domingo, 15 de janeiro de 2012

Golden Globes 2012

Vamos fingir que o que eu acho interessa a alguém. E computar quantos unfollow eu ganho hoje ;-)

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Porque mudar é preciso

Estava começando a ter engulhos toda vez que abria este tão mal atualizado humilde blog e deparava com o layout ao lado. Mudei. Na ausência de talento como designer, apelei para a máxima segundo a qual menos é sempre mais. Sem mais, obrigada.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Bocaberteando lindamente

"Bocabertear" é um verbo criado e muito usado pelo meu querido amigo Ernesto Fagundes. E é um verbo perfeito para situações como a que a pessoa viveu na hora do almoço de hoje.

*

Almoço com o marido, em mesa encostada na janela de restaurante de shopping – com uma "bela" vista para o estacionamento. O marido da pessoa pergunta:

– Teu carro tá onde?

– Logo ali, atrás daquele Gol vermelho – responde a pessoa, apontando para o lado de fora da janela.

Então, depois do almoço, os dois resolvem tomar um café fora do restaurante antes de ir embora. Chegando ao estacionamento, a pessoa se apavora...

– Cadê meu carro?!?!?!?

Passam-se muitos – não poucos – segundos de um pânico incontido e cálculos rápidos de toda incomodação que a ausência do carro certamente vai provocar até que o susto dá lugar à vergonha e à percepção de que a pessoa estava procurando o Gol vermelho para encontrar o próprio carro logo atrás dele.

*

Bocaberteei ou não?

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Das crenças convenientes

Toda vez que vou viajar ou planejo alguma atividade ao ar livre e a previsão do tempo é de tempo bom, viro a maior defensora da precisão da meteorologia. Se a previsão é de chuva, acho que tudo não passa de uma bobagem.

Apesar de acreditar na Astrologia e me enxergar perfeitamente nos mapas astrais que já fiz, minha crença no horóscopo diário vai mais ou menos por esse caminho. Hoje, por exemplo, meu "novo trânsito astrológico" segundo o site Astral está tão relacionado com o momento que estou vivendo, que não ouso dizer que não tem nada a ver.

E tenho dito.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Pela democratização do elitismo

A bandeira não é minha, mas do mestre e melhor texto vivo do jornalismo brasileiro, Sérgio Augusto - ok, concedo que talvez seja um dos melhores, mas como é o que eu tenho a honra de poder chamar de amigo, é o melhor. Ponto. A ideia do título deste post surge na última frase do último ensaio do livro Lado B, coletânea de artigos das revistas Bravo! e Bundas publicado em 2001, que acabei de reler há alguns dias: "Precisamos democratizar o elitismo".

Na apresentação do livro, outro mago do texto em português brasileiro - Luis Fernando Verissimo - dá uma medida de quem é o Sérgio: "Para poupar quem me pariu, não vou chamá-lo de ensaísta, nem dizer que é raro ver alguém tão erudito (' "Erudito", porra?!' Sérgio Augusto) ser tão divertido, ou alguém divertido ser tão profundo, ou alguém profundo ser tão comunicativo ('Gozação, não!' S.A.)". Perfeita descrição.

Leitora de livros linear que sou - preferindo deixar a hipertextualidade para os meios digitais -, comecei a (re)leitura pelo LFV e terminei pela frase supracitada. E os dois textos fecharam um círculo perfeito, gerando um insight muito mais forte do que qualquer outro que eu poderia ter tido (e que não me lembro de ter tido) em 2002. Estamos emburrecendo? Pior: estamos nos esforçando para emburrecer?

A cada texto do livro do Sérgio eu me perguntava como eles teriam sido transformados para ganhar as páginas dos jornais de maior circulação do país se fosse seguida a lógica corrente de "explicar tudo" para o leitor. Certamente, não teriam causado os pequenos desconfortos que causam nas almas ignorantes como eu a necessidade de ir em busca de mais informações sobre os assuntos tratados ou de procurar a tradução para uma expressão consagrada em francês, inglês ou latim que se ele usou ali certamente eu preciso saber o que quer dizer. Porque a regra de hoje é cada vez mais a de mastigar tudo para o cristão não ter trabalho.

E agora eu rezo para que o Sérgio jamais pouse seus olhos nessas mal digitadas (e nem preciso rezar muito, pois leitor de blogs deste tipo sei que ele não é), porque a partir de agora faço uso do meu exemplo preferido para o caminho que corremos o risco de estar trilhando e para o qual podemos estar embarcando nossos herdeiros. E o exemplo não é um ensaio acadêmico com várias citações e referências culturais e históricas, nem um filme cabeça de um obscuro (porém genial) diretor de cinema escandinavo.

Num final de semana de abril de 2008, aluguei um filme seguindo meio desconfiada uma dica do Edu, ilustrador da Zero Hora. Nasceu ali meu fascínio pelo Idiocracy e o meu receio de que se a gente seguir muito ao pé da letra a orientação do título do livro-referência na minha área de trabalho - Não me faça pensar, do Steve Krug - possa acabar colaborando além da conta na estupidificação da humanidade.

Não, eu não vou contar o filme. E não vou resenhar o livro. Recomendo ambos fortemente. Depois a gente se junta e discute, que tal? Vai daqui a minha pequena contribuição para a democratização do penso.





terça-feira, 31 de maio de 2011

tratado sobre as risadas online #prontofalei

conversa de fim de noite via GTalk...

eu: que tipo de pessoa "ri" kkkkkkkkkkk? não sei o que é pior: kkkkkkkkkk, rs rs ou ahuhahuhahuhah


amigo: nao gosto tbem, mas mta gente ri assim


eu: sim. inclusive gente que eu curto e respeito
acho que o uahauhahuhahuah é o pior...


amigo: hrhrhrhrhrhr é o melhor desde o ICQ e nada superou


eu: e o rs rs é coisa de gente reprimida.
verdade


amigo: risada leve. mas qdo é gargalhada é HAHAHAHA e pronto.
PRA Q INVENTAR??


eu: pois é
e o hahahahah é uma leve gargalhada
sem lagriminha
o bom do hrhrhrhrhrhr é que a maioria das risadas é assim, né?
e o hehehehe é risada pra não perder amigo


amigo: exato, adoro
hahahha
sim


eu: hehehe
:-p
tô quase transformando esta nossa conversa em post
sem citar nomes, claro
dava uma tese de linguística


amigo: faz um tratado sobre as risadas com o #prontofalei


eu: e vou me incomodar com meus amigos que riem kkkkkkkk e ahuahuahuahua...
e os rs, rs, claro
azar...
postei

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Do que vemos em nós mesmos e de como os outros nos veem

Outro dia, depois do almoço na firma, contei como na segunda-série do então primeiro grau - a mesma em que eu sonhava ser igual à Ana Maria deste outro post -, a turma participou da gincana do colégio com um desfile que representava a história da Alice no País das Maravilhas (don't ask). Relatei a decepção que tive quando eu, a CDF, queridinha da professora, líder da turma, fui escolhida sem qualquer cerimônia para ser, é claro... a Rainha de Copas.

Como assim? Eu ainda nem era gordinha! Que tristeza. Qual menina de oito anos não gostaria de ser Alice? Foi o meu primeiro contato com a distância que existe entre como nos percebemos e a percepção alheia.

- Bá, mistura a Rainha de Copas com a Mafalda, que fica a Cássia perfeita - disse a minha querida colega/amiga Bruna Nervis depois de uma pequena pausa pós-relato.

Que medo de mim mesma depois dessa afirmação.

Se bem que a Alice é uma mocoronga, né?

sábado, 21 de maio de 2011

Ah, o telemarketing ativo...

Sábado, 12h20.

- Bom dia, por favor a senhora Cássia Banon?

- Cássia Zanon, é ela.

- Senhora Cássia, meu nome é Fulana do banco Xalalá, e o motivo do meu contato é que a senhora foi selecionada para obter a vantagem de um exclusivo cartão de crédito MasterCard...

- Obrigada, querida, mas eu não estou interessada.

- Por que, senhora Cássia?

- Porque eu já tenho dois cartões de crédito.

- Mas, senhora Cássia, a senhora não vê que com este cartão a senhora vai estar abrindo mais uma linha de crédito.

- Sim, querida, e também mais uma linha de endividamento.

- Mas, senhora Cássia...

- Eu não quero MESMO.

- Ah, então vejo que neste momento talvez a senhora não considere a proposta vantajosa para a sua realidade.

- ...

- O banco Xalalá agradece, tenha uma boa tarde.

Eu fico com pena, mas um dia ainda perco a educação.

sábado, 16 de outubro de 2010

Teste rapidinho

O bom de ter poucos e bons leitores é não incomodar muita gente ao fazer testes como este e ainda ser compreendida ;-)

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Novidades, novidades, novidades

Estou virada. Nas últimas 48 horas, dormi menos de três. Mas valeu a pena. Foi para participar da trabalheira de uma equipe megablaster que tenho o prazer de integrar. Hoje eu estava longe na hora do vamos ver, mas agora faço este pequeno post para ajudá-los a testar a ferramenta nova.

Inseri esta mafaldinha faceira aí ao lado pra ver se a foto funciona.


terça-feira, 5 de outubro de 2010

Religião, futebol e política


Quem me conhece bem sabe que eu pago para entrar numa boa discussão. E que muitas, muitas vezes dou o braço a torcer e mudo de ideia, de posição, de crença. E uma das convicções que tenho é de que somos capazes de mudar de tudo: de ideia, de posição, de crença, mas não podemos mudar de paixão. Por conta disso, eu tenho um adendo mental àquela máxima que diz que religião, futebol e política não se discute. Para mim, religião, futebol e política se discute, sim – desde que não haja paixão envolvida.



Porque a paixão emburrece, embrutece e nos torna impermeáveis - por vezes, até desrespeitosos em relação ao outro. Quem está apaixonado não será demovido de suas ideias, posições ou crenças a respeito do que provoca esse sentimento. Assim, fica aqui acordado da seguinte forma: a gente começa discutindo, trocando informações, argumentações e ideias. Se por acaso ficar evidente que de alguma das partes há paixão, escolhemos outro assunto. Trocando em miúdos, onde há paixão, mantemos a discussão no acessório, no que pode ser mudado.



Combinado?



*



Enfim... sou só eu que estou achando um exagero essa coisa de o "aborto" ter definido voto de muita gente? Ao ponto de a Dilma ir para o Jornal Nacional lembrar sua criação católica?


domingo, 3 de outubro de 2010

Eleição, esta marvada

Jornalismo é uma cachaça. Atire o primeiro bloco de anotações o jornalista que nunca se pegou pronunciando este lugar comum em algum momento da carreira, normalmente quando reclamava do salário (insuficiente) e da carga de trabalho (excessiva).



Hoje, depois de meses de trabalho no projeto do site de eleições e trabalhar durante horas na cobertura das eleições na redação do clicRBS/ZH.com, eu me dei conta de que, mesmo que não haja certeza de que o jornalismo seja esse vício todo, cobertura de eleições definitivamente é.



O problema é tomar o primeiro gole.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Implicâncias e outros tweets mais

políticos: NÃO postem ideias em vários tweets interdependentes. não faz sentido! sigam o exemplo do @joseserra_, twitteiro megablaster

















sou fã do @genetonmneto. mas "nitroglicerina pura" não é meio clichê demais, não?



RT @maurodorfman No Terra: "Diretor torcedor" expõe riscos do Twitter para empresas. - Não, senhor. Expõe riscos de idiotas para empresas. (@tiodino)





da minha lavra RT @dreyer83 "Com o passar do tempo a gente aprende a fingir ser adulto" #aMelhorFraseDoDia Via @cassiazanon





@ludtke fazendo falta no show do benito na #redencao





RT @ranchocarne Amém, irmão. RT @eduardo_egs: Porto Alegre: ficar é o novo ir. (a/c @ranchocarne)







RT @gustavoheldt Shakespeare usou 21 mil palavras diferentes em sua obra. 1,8 mil eram neologismos criados por ele. Imagina esse chato no Twitter.











#ff geek @abduzeedo @davewiner @GuyKawasaki @chrisbrogan@HuffPostTech @guardiantech @tdoria



RT @blogbicharada Abra seu coração e adote um cãozinho sem raça definida. Conheça a história do cão gaúcho Nícolas http://tinyurl.com/yb5wfk7





não poderia concordar mais RT @MarceloNovaes: The cult of busy - http://www.scottberkun.com/blog/2010/the-cult-of-busy/
via HootSuite



Está no ar o novo site Viagem, da RBS www.clicrbs.com.br/viagem





pensar no lula como secretário-geral da onu me faz lembrar direto do forrest gump #perigadarcerto









#FF eclético @evandromesquita @msoares @cristianodalcin@blogMatine @andrelmachado



você sabe como quitar um leasing de automóvel do banco do brasil? no banco já me deram sete versões diferentes. #pavordobancodobrasil







quinta-feira, 1 de abril de 2010

Complexo de cobaia 2

Pior do que ser obrigada a postar coisas sem sentido de vez em quando é ser obrigada a postar coisas sem sentido duas vezes num mesmo dia.

Complexo de cobaia

Volta e meia meus 17 leitores são brindados com posts assim, do nada, sobre nada.



É um dos preços de trabalhar na área de desenvolvimento de sites...

quarta-feira, 31 de março de 2010

A tal geração Y

Quanto mais leio sobre a geração Y, mais me convenço de que, sim, nasci na geração errada, como sempre pensei, mas, ao contrário do que imaginava, minha alma não pertence a uma geração anterior à minha, pertence a essa tal Y, posterior.



Aliás, pensando bem, quanto mais leio sobre a tal geração Y, mas me dou conta de que um bom resumo para ela seria "tudo o que todas as gerações anteriores queriam ser/ter/fazer, mas não tinham coragem de executar". Ou então: "o fim do superego".



Enfim, só queria dividir isso. Caracteres demais para um tweet, de menos para um post.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Um mês de tweets (que podiam ter sido posts)

na band, #ruycastro compara o petróleo "fluminense" com o sapato gaúcho. sério que ele não sabe a diferença entre produção e extração? #medo





uai, mas já não é dividido? RT @revistapiaui Ibsen Pinheiro propõe dividir Chico Buarque entre todos os municípios da União
via web



o #banrisul sabe da minha opinião sobre bancos estatais. só isso explica o fato de eu SEMPRE ter problemas quando preciso dele...