Quem disse que na Internet tem tudo? Estou tentando achar uma receita perfeita de Bacalhau à Brás (mais pra eu me guiar com as quantidades do que com o jeito de fazer propriamente dito), mas todas as que eu encontro ou são incompletas ou são redundantes...
Vou ter de confiar mais no meu instinto do que no Google. Depois eu conto do resultado.
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2004
terça-feira, 10 de fevereiro de 2004
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2004
Na Época da semana passada, a crônica do Mario Prata é sobre a mulher de 30. Nada mais adequado para o momento... Pena que o texto dele na Internet seja fechado para assinantes da revista... Não fosse assim, eu poderia reproduzi-lo aqui. Como não o é, aconselho a catar uma velha por aí e dar uma olhada. Achei uma bela massagem no meu ego quase balzaquiano.
Passei o fim de semana lendo, dormindo, comendo e passeando com os cães na praia. Os dias estavam bonitos, mas nem pisei na areia por causa da ventania. Li de cabo a rabo Arranca-me a Vida, da escritora mexicana Ángeles Mastretta. Gostei do texto dela. Bom para um fim de semana. Uma crítica numa revista semanal (não lembro se Época ou IstoÉ) disse que ela é a Isabel Allende do México. Não posso confirmar nem desdizer, mas a história lembra um pouco o único que li da chilena, A Casa dos Espíritos.
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2004
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2004
Este texto saiu na Época de 26 de janeiro. Tão em sintonia com a minha nóia, que vai aqui sem precisar de comentários e certamente com um texto muito mais eficiente do que seria o meu. Do Luis Fernando Verissimo do século 21, Ricardo Freire:
O mesmo encontra-se
Nesta semana, vamos dar continuidade ao Inventário Xongas dos Grandes Problemas Nacionais. Em colunas anteriores, tivemos a oportunidade de vociferar, entre outras mazelas, contra o gerundismo, o telemarketing intrusivo, a não-adoção do horário de verão pela Bahia e o avanço das cadeiras de plástico pelas areias brasileiras. Desta vez vamos nos debruçar sobre outro assunto da mais grave importância: a maldita e onipresente plaquinha 'Antes de entrar no elevador, verifique se o mesmo encontra-se parado no andar'.
Que eu me lembre, a coisa começou em São Paulo, na década de 90, quando a Câmara de Vereadores, em mais uma tarde sem mais o que fazer, aprovou uma lei municipal obrigando todos os edifícios da cidade a afixar tal plaqueta ao lado dos elevadores. Ao contrário de 99,9% das leis, úteis ou fúteis, aprovadas por Câmaras de Vereadores, esta pegou. Por um simples motivo: o fiscal da plaquinha já estava contratado - era o mesmo fiscal do extintor, da revisão do elevador e da porta de incêndio. Rapidinho, todos os edifícios da cidade acudiram a encomendar suas plaquinhas, do mesmo jeito que, anos depois, eu e você fomos correndo comprar estojinhos mambembes de primeiros socorros para deixar no porta-luvas do carro.
Com o tempo, era de esperar que a plaquinha caísse em desuso, ou a que a Câmara paulistana caísse no ridículo - como aconteceu, em âmbito nacional, no caso dos estojinhos de primeiros socorros. Mas não. Em vez de serem revogadas em São Paulo, as placas dos elevadores foram adotadas por mais e mais cidades Brasil afora. Aonde quer que vá, o indivíduo honesto e pagador de impostos agora é obrigado a verificar se o mesmo (argh) encontra-se (sic) parado, zanzando ou escangalhado. O pior de tudo é que ninguém, em lugar nenhum, atinou de melhorar o estilo ou consertar a esquisitíssima colocação de pronome na frase. Qualquer vigia noturno com o primário completo escreveria 'Antes de entrar, verifique se o elevador está no andar'.
O quê? Você nunca percebeu que a placa era mal escrita? Como? Você nem sequer reparou que essa placa existia? Pois esse é o ponto. Essa detestável placa só é notada por pessoas paranóicas feito eu. Gente normal, como você, não dá a mínima bola para ela. E indivíduos distraídos a ponto de cair no poço do elevador jamais perceberão sua existência. Não, você jamais lerá no jornal a história do distraído que ia cair no poço, mas, num relance, leu a placa, verificou se o mesmo encontrava-se, e se salvou.
A placa do elevador, esse nosso pequeno e mal escrito acesso de lógica lusitana, é motivo de chacota até em Portugal. Tenho comigo o recorte do jornal português em que o articulista teme pelo futuro de um país cujos passageiros de elevador precisam ser instados a verificar se o mesmo encontra-se.
Tomara que nenhum vereador paulistano se dê conta do perigo que é andar na rua. Senão, qualquer dia desses, todas as esquinas serão obrigadas a ostentar plaquinhas de advertência: 'Antes de atravessar a rua, verifique se a mesma encontra-se livre de veículos em movimento'.
O mesmo encontra-se
Nesta semana, vamos dar continuidade ao Inventário Xongas dos Grandes Problemas Nacionais. Em colunas anteriores, tivemos a oportunidade de vociferar, entre outras mazelas, contra o gerundismo, o telemarketing intrusivo, a não-adoção do horário de verão pela Bahia e o avanço das cadeiras de plástico pelas areias brasileiras. Desta vez vamos nos debruçar sobre outro assunto da mais grave importância: a maldita e onipresente plaquinha 'Antes de entrar no elevador, verifique se o mesmo encontra-se parado no andar'.
Que eu me lembre, a coisa começou em São Paulo, na década de 90, quando a Câmara de Vereadores, em mais uma tarde sem mais o que fazer, aprovou uma lei municipal obrigando todos os edifícios da cidade a afixar tal plaqueta ao lado dos elevadores. Ao contrário de 99,9% das leis, úteis ou fúteis, aprovadas por Câmaras de Vereadores, esta pegou. Por um simples motivo: o fiscal da plaquinha já estava contratado - era o mesmo fiscal do extintor, da revisão do elevador e da porta de incêndio. Rapidinho, todos os edifícios da cidade acudiram a encomendar suas plaquinhas, do mesmo jeito que, anos depois, eu e você fomos correndo comprar estojinhos mambembes de primeiros socorros para deixar no porta-luvas do carro.
Com o tempo, era de esperar que a plaquinha caísse em desuso, ou a que a Câmara paulistana caísse no ridículo - como aconteceu, em âmbito nacional, no caso dos estojinhos de primeiros socorros. Mas não. Em vez de serem revogadas em São Paulo, as placas dos elevadores foram adotadas por mais e mais cidades Brasil afora. Aonde quer que vá, o indivíduo honesto e pagador de impostos agora é obrigado a verificar se o mesmo (argh) encontra-se (sic) parado, zanzando ou escangalhado. O pior de tudo é que ninguém, em lugar nenhum, atinou de melhorar o estilo ou consertar a esquisitíssima colocação de pronome na frase. Qualquer vigia noturno com o primário completo escreveria 'Antes de entrar, verifique se o elevador está no andar'.
O quê? Você nunca percebeu que a placa era mal escrita? Como? Você nem sequer reparou que essa placa existia? Pois esse é o ponto. Essa detestável placa só é notada por pessoas paranóicas feito eu. Gente normal, como você, não dá a mínima bola para ela. E indivíduos distraídos a ponto de cair no poço do elevador jamais perceberão sua existência. Não, você jamais lerá no jornal a história do distraído que ia cair no poço, mas, num relance, leu a placa, verificou se o mesmo encontrava-se, e se salvou.
A placa do elevador, esse nosso pequeno e mal escrito acesso de lógica lusitana, é motivo de chacota até em Portugal. Tenho comigo o recorte do jornal português em que o articulista teme pelo futuro de um país cujos passageiros de elevador precisam ser instados a verificar se o mesmo encontra-se.
Tomara que nenhum vereador paulistano se dê conta do perigo que é andar na rua. Senão, qualquer dia desses, todas as esquinas serão obrigadas a ostentar plaquinhas de advertência: 'Antes de atravessar a rua, verifique se a mesma encontra-se livre de veículos em movimento'.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2004
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2004
Devo estar mesmo de muito bom humor. Se não, como explicar que ainda estou animada depois de:
1 - Trabalhar até as 4h30 pra entregar um trabalho atrasado
2 - Acordar às 11h ainda morrendo de sono pra ir pro trabalho de carteira assinada
3 - Não passear com os cães porque a empregada ainda não tinha chegado
4 - Descobrir que a empregada não tinha chegado porque é feriado municipal e ela, ao contrário de mim, não é jornalista e pode e deve folgar mesmo e se arrepender de ter deixado a casa cheia de pêlos no chão e a pia cheia de louça do domingão
5 - Perceber que com o feriado a lotação não viria e eu teria de caminhar um bom pedaço no calorão do meio-dia para pegar ônibus
6 - Ver o cartaz de "PASSE LIVRE" quando o ônibus se aproximou
7 - Levar uma hora pra fazer um caminho que normalmente levaria 30 mins...
1 - Trabalhar até as 4h30 pra entregar um trabalho atrasado
2 - Acordar às 11h ainda morrendo de sono pra ir pro trabalho de carteira assinada
3 - Não passear com os cães porque a empregada ainda não tinha chegado
4 - Descobrir que a empregada não tinha chegado porque é feriado municipal e ela, ao contrário de mim, não é jornalista e pode e deve folgar mesmo e se arrepender de ter deixado a casa cheia de pêlos no chão e a pia cheia de louça do domingão
5 - Perceber que com o feriado a lotação não viria e eu teria de caminhar um bom pedaço no calorão do meio-dia para pegar ônibus
6 - Ver o cartaz de "PASSE LIVRE" quando o ônibus se aproximou
7 - Levar uma hora pra fazer um caminho que normalmente levaria 30 mins...
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