O dia se espatifa

quinta-feira, 14 de outubro de 2004

I bid you peace

Preciso confessar que sinto uma inveja saudável de quem tem uma causa definida. Daquelas pessoas que acreditam tanto em algo que são capazes de falar horas sobre o assunto, como eu costumava fazer na minha adolescência.



Não sei se foi a morte do meu pai, se foi o meu amadurecimento meio que forçado aos 21 anos, se foi a convivência com uma família vítima de injustiça (que passou a ser também a minha família)... Só sei que a minha causa é a tolerância.



E a minha causa parece vaga demais. Exige muito bom senso e não combina com discursos ou pregações. Pelo contrário, a tolerância na verdade repudia a atitude do "isto é o certo, por isso me ouça e aprenda".



Quem me conhece, sabe que eu tenho mania de fazer observações absurdas sobre assuntos polêmicos só para provocar mesmo. É um humor meio torto, que eu aprendi com o pai de quem falei ali em cima e de quem vivo falando. Mas só quem me conhece mesmo sabe que esses absurdos que eu digo são o meu jeito de dizer: é tudo bobagem!



Acredito piamente que nenhuma crença é suficientemente consistente para não ser ridícula. Só que a tolerância é ampla demais, subjetiva demais para ser simplificada. Meu lema de vida é "sou radicalmente contra radicalismos", e é um lema difícil de defender.



Será que isso tem cura?

terça-feira, 12 de outubro de 2004

Também conhecido como chinelice...

Com todo respeito aos colegas do Globo Online, mas podiam ter passado a bandeira que foi usada pra fazer a imagem do especial de Eleições, nénão? Ou pelo menos apelar prum Photoshop básico antes de publicar...

segunda-feira, 11 de outubro de 2004

Vaziez

A minha avó materna morreu neste sábado, aos 94 anos de idade. Eu não tenho nada a escrever sobre isso.



Meu pai morreu em 23 de fevereiro de 1996, aos 48 anos de idade. Eu ainda vou escrever um livro sobre isso.



Estou com um vazio grande bem aqui, ó, e tudo o que consigo dizer a respeito está aí em cima.



Acho que isso não ajuda muito a minha mãe.

quinta-feira, 7 de outubro de 2004

Esta é nova...

Chego em casa depois da uma da matina e ligo o computador com a desculpa de que preciso trabalhar. Mentira! Eu quero mesmo é ler um pouco mais do livro que estou traduzindo antes de dormir.



Quer coisa melhor?

segunda-feira, 4 de outubro de 2004

Bendito preconceito

Não gosto de ler ficção científica. No cinema até me interessa, mas, na literatura... acho uma chatice.



Taí por que nunca tinha lido Vonnegut. Mesmo com o Márcio e o Paulo Moreira insistindo, dizendo – com razão – que o cara era o máximo e tal e coisa.



Eis que sou abençoada com a tarefa de traduzir um clássico absoluto do sujeito. E me sinto na obrigação de ler pelo menos um dos livros dele. Posso não gostar, mas preciso reconhecer a importância da figura, certo?



Ontem terminei o Timequake. Perfeito. Na medida certa. Tocante. Engraçado. Encantador. Genial. O texto é primoroso e divertido, a linguagem, inacreditável, o discurso, absolutamente coerente e moderno. Matadouro 5, que está em andamento, é a melhor coisa que já traduzi desde sempre.



O lado bom de ter sido preconceituosa por tanto tempo? Ainda tenho TODA a obra dele por ler.



Tlintlim!

quarta-feira, 29 de setembro de 2004

E quem é que quer ficar rico?

Eu reclamo, eu xingo, eu me irrito, eu me estresso, mas eu ADORO! Uma das melhores coisas do jornalismo é participar de grandes coberturas. E uma das melhores grandes coberturas que existe para mim é a de eleições. E a cobertura de eleições que eu acho mais emocionante e empolgante é a da Internet. Eu já trabalhei nas de 2000 e 2002, e agora trabalho na de 2004.



Pra quem está ao sul do Mampituba e/ou quer saber TUDO o que vai acontecer no Rio Grande do Sul no domingo, não tenham dúvida de que a MELHOR cobertura de todas vai estar aqui!

domingo, 26 de setembro de 2004

Dos mistérios da vida

Por que será que quando a gente dorme demais acaba com tanto sono como quando dorme de menos?

quinta-feira, 23 de setembro de 2004

Vivendo e aprendendo

Do Houaiss:



proapódose

Acepções

■ substantivo feminino

Rubrica: retórica.

figura que consiste em iniciar uma frase, período ou parágrafo com uma palavra que deveria ocorrer no fim do mesmo, como, p.ex., em Herói, nunca houve nesta terra nenhum.
E eu que achava que isso era "yodês"...

Almoço Mastercard

  • Ir do trabalho até o restaurante sem ter que procurar lugar para estacionar (R$ 5,25)
  • Comer um almoço saudável com salada, carne e arroz e conversar por mais de uma hora com seis amigos incríveis dos velhos tempos com muita risada (R$ 8,90)
  • Voltar para o trabalho sem ter de estacionar o carro longe da entrada do prédio (R$ 6,10)

Total de R$ 20,25... uma pechincha!