quinta-feira, 21 de outubro de 2004
Hoje tô simplista
Já que a política eleitoral é o mal necessário da democracia, estou anarquista. E sou pelo "quem não atrapalha já faz muito". O negócio é que a cidade, o Estado e o País sempre andarão independentemente ou apesar do(s) governo(s). Basta que eles não atrapalhem. Em Porto Alegre, nem o Fogaça nem o Raul são do tipo que atrapalham. Bacana isso...
quarta-feira, 20 de outubro de 2004
segunda-feira, 18 de outubro de 2004
Here we go again
sexta-feira, 15 de outubro de 2004
Louco de sem vergonha
Tá lá no clicNotícias: Avaliação médica confirma demência de Pinochet. Só louco mesmo pra ter feito tudo o que fez... E não venham me dizer que é de hoje!
quinta-feira, 14 de outubro de 2004
I bid you peace
Preciso confessar que sinto uma inveja saudável de quem tem uma causa definida. Daquelas pessoas que acreditam tanto em algo que são capazes de falar horas sobre o assunto, como eu costumava fazer na minha adolescência.
Não sei se foi a morte do meu pai, se foi o meu amadurecimento meio que forçado aos 21 anos, se foi a convivência com uma família vítima de injustiça (que passou a ser também a minha família)... Só sei que a minha causa é a tolerância.
E a minha causa parece vaga demais. Exige muito bom senso e não combina com discursos ou pregações. Pelo contrário, a tolerância na verdade repudia a atitude do "isto é o certo, por isso me ouça e aprenda".
Quem me conhece, sabe que eu tenho mania de fazer observações absurdas sobre assuntos polêmicos só para provocar mesmo. É um humor meio torto, que eu aprendi com o pai de quem falei ali em cima e de quem vivo falando. Mas só quem me conhece mesmo sabe que esses absurdos que eu digo são o meu jeito de dizer: é tudo bobagem!
Acredito piamente que nenhuma crença é suficientemente consistente para não ser ridícula. Só que a tolerância é ampla demais, subjetiva demais para ser simplificada. Meu lema de vida é "sou radicalmente contra radicalismos", e é um lema difícil de defender.
Será que isso tem cura?
Não sei se foi a morte do meu pai, se foi o meu amadurecimento meio que forçado aos 21 anos, se foi a convivência com uma família vítima de injustiça (que passou a ser também a minha família)... Só sei que a minha causa é a tolerância.
E a minha causa parece vaga demais. Exige muito bom senso e não combina com discursos ou pregações. Pelo contrário, a tolerância na verdade repudia a atitude do "isto é o certo, por isso me ouça e aprenda".
Quem me conhece, sabe que eu tenho mania de fazer observações absurdas sobre assuntos polêmicos só para provocar mesmo. É um humor meio torto, que eu aprendi com o pai de quem falei ali em cima e de quem vivo falando. Mas só quem me conhece mesmo sabe que esses absurdos que eu digo são o meu jeito de dizer: é tudo bobagem!
Acredito piamente que nenhuma crença é suficientemente consistente para não ser ridícula. Só que a tolerância é ampla demais, subjetiva demais para ser simplificada. Meu lema de vida é "sou radicalmente contra radicalismos", e é um lema difícil de defender.
Será que isso tem cura?
terça-feira, 12 de outubro de 2004
Também conhecido como chinelice...
Com todo respeito aos colegas do Globo Online, mas podiam ter passado a bandeira que foi usada pra fazer a imagem do especial de Eleições, nénão? Ou pelo menos apelar prum Photoshop básico antes de publicar...
segunda-feira, 11 de outubro de 2004
Vaziez
A minha avó materna morreu neste sábado, aos 94 anos de idade. Eu não tenho nada a escrever sobre isso.
Meu pai morreu em 23 de fevereiro de 1996, aos 48 anos de idade. Eu ainda vou escrever um livro sobre isso.
Estou com um vazio grande bem aqui, ó, e tudo o que consigo dizer a respeito está aí em cima.
Acho que isso não ajuda muito a minha mãe.
Meu pai morreu em 23 de fevereiro de 1996, aos 48 anos de idade. Eu ainda vou escrever um livro sobre isso.
Estou com um vazio grande bem aqui, ó, e tudo o que consigo dizer a respeito está aí em cima.
Acho que isso não ajuda muito a minha mãe.
quinta-feira, 7 de outubro de 2004
Esta é nova...
Chego em casa depois da uma da matina e ligo o computador com a desculpa de que preciso trabalhar. Mentira! Eu quero mesmo é ler um pouco mais do livro que estou traduzindo antes de dormir.
Quer coisa melhor?
Quer coisa melhor?
quarta-feira, 6 de outubro de 2004
segunda-feira, 4 de outubro de 2004
Bendito preconceito
Não gosto de ler ficção científica. No cinema até me interessa, mas, na literatura... acho uma chatice.
Taí por que nunca tinha lido Vonnegut. Mesmo com o Márcio e o Paulo Moreira insistindo, dizendo – com razão – que o cara era o máximo e tal e coisa.
Eis que sou abençoada com a tarefa de traduzir um clássico absoluto do sujeito. E me sinto na obrigação de ler pelo menos um dos livros dele. Posso não gostar, mas preciso reconhecer a importância da figura, certo?
Ontem terminei o Timequake. Perfeito. Na medida certa. Tocante. Engraçado. Encantador. Genial. O texto é primoroso e divertido, a linguagem, inacreditável, o discurso, absolutamente coerente e moderno. Matadouro 5, que está em andamento, é a melhor coisa que já traduzi desde sempre.
O lado bom de ter sido preconceituosa por tanto tempo? Ainda tenho TODA a obra dele por ler.
Tlintlim!
Taí por que nunca tinha lido Vonnegut. Mesmo com o Márcio e o Paulo Moreira insistindo, dizendo – com razão – que o cara era o máximo e tal e coisa.
Eis que sou abençoada com a tarefa de traduzir um clássico absoluto do sujeito. E me sinto na obrigação de ler pelo menos um dos livros dele. Posso não gostar, mas preciso reconhecer a importância da figura, certo?
Ontem terminei o Timequake. Perfeito. Na medida certa. Tocante. Engraçado. Encantador. Genial. O texto é primoroso e divertido, a linguagem, inacreditável, o discurso, absolutamente coerente e moderno. Matadouro 5, que está em andamento, é a melhor coisa que já traduzi desde sempre.
O lado bom de ter sido preconceituosa por tanto tempo? Ainda tenho TODA a obra dele por ler.
Tlintlim!
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