(...) ter medo não é apenas tremer de medo ou baixar a cabeça – obediente e resignado –, ou dizer "sim" quando quiséramos dizer "não". Há outro medo, muito mais profundo, que disfarça e não mostra o medo que tem, exatamente porque teme tanto que tem medo de aparentar medo. É o medo que engendra a omissão, o não importar-se com o que ocorra, ou o não assumir-se em nada. É um medo-fuga. E é, talvez, o único medo essencialmente perigoso, porque, estando próximo à covardia, nos torna cínicos, e, como tal, nos destroça.
sábado, 14 de janeiro de 2006
Do medo e da covardia
Ontem me chamou atenção particularmente este trecho de Memórias do Esquecimento, do mestre Flávio Tavares. Ando encanzinada com essa história de medo e covardia. Não, não sei por quê.
quarta-feira, 11 de janeiro de 2006
Tosquice
Eu devo mesmo ser muito tosca. Ou então vi filmes demais na minha adolescência e nos primeiros anos da minha vida adulta, quando ainda alimentava a intenção de ser crítica de cinema. O fato é que não consegui enxergar em Old Boys nem sombra da maravilha que várias pessoas que eu respeito disseram ter visto. Tudo o que está ali (a escatologia, a violência gratuita, os dramas existenciais exagerados, os mistérios forçados) já vi (mais bem feito) em outros filmes antes, inclusive americanos.
A parte boa de ter desistido de virar crítica de cinema é poder dizer simplesmente QUE B*STA DE FILME, sem ter que explicar nada, nadica. Se quiserem, até desenvolvo, mas apenas por contra-argumentação. Me digam por que é bom, que eu digo por que não concordo.
A parte boa de ter desistido de virar crítica de cinema é poder dizer simplesmente QUE B*STA DE FILME, sem ter que explicar nada, nadica. Se quiserem, até desenvolvo, mas apenas por contra-argumentação. Me digam por que é bom, que eu digo por que não concordo.
Tá bom, eu admito
Eu vi um pedaço do Big Brother ontem. Mas senti vergonha de mim mesma o tempo todo.
Aliás, se proibirem as criaturas de gritarem "urrú", as falas caem pela metade, nénão?
Aliás, se proibirem as criaturas de gritarem "urrú", as falas caem pela metade, nénão?
segunda-feira, 9 de janeiro de 2006
Coisas aleatórias que me irritam
- Gente que não reboca nada, mas tem aquelas bolotas ridículas na traseira do carro (com alguma intenção que boa não pode ser)
- Vendedora que insiste para saber POR QUÊ tu não queres levar a mercadoria (provavelmente ela também é daquelas que diz "não tem saia, mas por que tu não leva uma bolsa?")
- Garçon(ete) que finge intimidade (normalmente trabalham em alguma franquia impessoal que sequer permite aquela intimidade que a gente cria com garçon(etes) de botecos e restaurantes pequenos)
No mais, não, mais nada me irritou hoje :-)
Dúvida que assalta o ser
Se toda unanimidade é burra, o que dizer desta máxima rodrigueana que TODO MUNDO usa para refutar uma unanimidade?
domingo, 8 de janeiro de 2006
Maioridade
Entreguei hoje o meu 18º livro traduzido em seis anos. Considerando que muita gente sequer LEU 18 livros em seis anos, acho que dá para comemorar, não?
sábado, 7 de janeiro de 2006
quinta-feira, 5 de janeiro de 2006
segunda-feira, 2 de janeiro de 2006
Aberta para balanço
Tenho uma queda por efemérides e um tombo por datas redondas. Pois não é que 2006 reúne algumas das mais importantes na minha vida? Serão 10 anos da morte do meu pai, 10 anos de casamento com o Márcio, 5 anos da mudança para São Paulo... Olhando daí pode parecer pouca coisa, mas daqui de dentro, as nuances são muitas, e as avaliações possíveis, intermináveis. Não repara, pois, se por vezes eu não fizer muito sentido. Ou fizer sentido demais.
Voltamos com a programação normal
E o ano começou bem. Depois de três dias seguidos de banho de mar no litoral gaúcho (não, isso nunca tinha me acontecido antes), um porre de marguerita e banho de chuva com os cães, que voltaram podres de cansados para casa. A única parte ruim da intensa programação litorânea foi o fato de que eu li só 20 páginas do meu maravilhoso livro novo do Bill Bryson.
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