O dia se espatifa

sexta-feira, 10 de março de 2006

Da ética e do fanatismo

Falemos de dilemas morais e éticos. Pessoalmente, jamais conseguiria ser cinegrafista do Discovery Channel, porque se visse um filhote de elefante morrendo porque foi abandonado pela mãe, iria antes salvar o bichinho e me lixar para os potenciais prêmios representados pelo registro dessa imagem.

Talvez por isso eu jamais venha a ser uma "grande repórter". Pelo menos não aos olhos de quem acha que "pegadinha" é sinônimo de "jornalismo investigativo" e de quem acredita que o jornalista precisa estar acima do cidadão. Também é provável que por isso eu não entenda o raciocínio de muitos coleguinhas que comentaram esta notícia aqui.

Dos vícios

Não bebo, não fumo, não cheiro. Mas volta e meia sucumbo a um vício de linguagem. O do momento: usar dois pontos o tempo inteiro.

quinta-feira, 9 de março de 2006

Momento dona de casa

Em pelo menos duas ocasiões, tive divergências virtuais com o Solon sobre qual supermercado é melhor: Zaffari ou Nacional.

Abre parênteses. Para quem não é gaúcho, cabe aqui uma explicação. Aqui em Porto Alegre, torce-se pelo Grêmio ou pelo Inter, gosta-se da Zona Sul ou da Zona Norte, vota-se no PT ou não, defende-se o Zaffari ou o Nacional. Parênteses dos parênteses: se alguém ainda não sabe, sou colorada, da zona sul, não voto no PT – embora já tenha votado algumas vezes – e só compro no Nacional em caso de última necessidade. E sempre acabo me irritando em um ou outro momento. Fecha os dois parênteses.

Pois bem. Eis que precisava fazer uma compra grande, mas não estava encontrando tempo para ir a um dos "meus Zaffaris". Isso porque temos os nossos "próprios" Zaffaris, espalhados em diversos tamanhos pela cidade toda. Só eu tenho três aqui perto: o da Otto Niemeyer, o da Juca Batista e o da Cavalhada. A escolha vai depender do tamanho e do tipo de compra. Quando quero coisas mais metidas a besta, acabo indo num Bourbon, que é, como direi, um Zaffari... metido a besta.

Abre parênteses de novo. Eu sei, eu sei que em São Paulo também dá para ter isso com os Pães de Açúcar. Mas os Pães de Açúcar são sujos – pelo menos perto dos Zaffaris –, as sacolinhas são umas porcarias, e, sei lá, falta charme. Porque para uma dona de casa como eu, o supermercado precisa ter charme. Além disso, tenho PAVOR da família Diniz. Nunca me fizeram nada, claro, mas, sei lá, acho meio antipáticos. E ainda tem-se que ficar cruzando com aquele monte de receita light da Dona Coisa Diniz – não lembro o nome da criatura, mas vocês sabem a quem me refiro, aquela que emagreceu trocentos quilos comendo vento e agora quer vender vento pra todo mundo. O fato de que eu não faço idéia de como sejam os donos do Zaffari é uma outra grande vantagem do meu supermercado preferido. Fecha parênteses de novo.

Enfim, eis que precisava fazer essa compra grande, e resolvi ceder à tentação e apelar para a venda online do Nacional. Esqueci de mencionar estes pequenos defeitos: o Zaffari não aceita cartões de crédito nem faz vendas pelo site. Pois a entrega do "rancho" está programada para a manhã do sábado. Até as 13h deste sábado, portanto, haverá atualização deste post, dizendo qual foi o resultado dessa aventura.

PS - O site, pelo menos, é bem limpinho. E eu não preciso passar pelos caixas que estão sempre lotados e nos quais sou obrigada a empacotar as minhas próprias compras.
Ãpdeite: As compras chegaram inteirinhas, na hora combinada, e os entregadores botaram tudo no lugar. O único problema foi que trocaram meu pedido de amendoim descascado e salgado por amendoim descascado e temperado. Perfeitamente perdoável.

:-)

Bubi e Floc

segunda-feira, 6 de março de 2006

Inacreditável

Estou passada. Lembram daquelas bolotas que eu disse que me irritam? Pois elas têm todo um setor organizado por trás!
O uso de engate fixo NÃO está proibido no Brasil*

Informações veiculadas na imprensa nessa semana dão conta que o governo Lula está prestes a colocar em vigor uma legislação que proíbe o uso de engates fixos em veículos.

Muito tem se falado dos aspectos negativos desse acessório, porém, até o momento não havia a contrapartida, apenas a versão do Denatran/Contran. Diante das conseqüências dessa medida, um grupo de empresários, fabricantes e revendedores desse equipamento, reuniu-se com o Simefre (Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários) para detalhar as implicações que essa proibição irá gerar no mercado e como está, realmente, o andamento desse processo.

De acordo com o engenheiro Michel Ebel, diretor do Departamento de Reboques e Trailers do Simefre, uma das consequências mais desastrosas dessa medida, se aprovada, será o desemprego. “Hoje, essa indústria gera cerca de 20 mil empregos diretos e indiretos em todo o Brasil”.

É fato que equipamento tornou-se comum, popular. No Brasil já são cerca de 2 milhões de engates vendidos. Somente no ano passado, o país comercializou cerca de 500 mil peças.

Os argumentos para a proibição vão desde segurança até um ponto muito polêmico, o de que motoristas instalam o acessório como "adorno" e também para assegurar a integridade do veículo em uma eventual colisão. Seja para enfeitar ou proteger, não há como negar que nos últimos anos cresceu consideravelmente a fabricação e a venda de engates, e isso foi muito positivo para o Brasil: gerou emprego, agregou valor para o consumidor e movimentou o setor ao vender outros produtos do gênero, como reboques, traillers, transportadores de bicicletas e o aluguel de carretas.

Embora há quem julgue o "adereço" perigoso e dispensável, é preciso repensar a questão por outros aspectos também.

Segundo o Dentran, a proibição do engate fixo é para evitar danos maiores nos veículos, em caso de colisão, e proteger o pedestre. Michel Ebel ressalta que não existe estatística quanto a acidentes envolvendo engate. "Dizer que o pedestre pode machucar pernas e joelhos ao deparar-se com o engate instalado na traseira do veículo é, no mínimo, engenhoso. Não há informações concretas e um número que represente estatística para essa proibição".

Na visão da Câmara Temática de Assuntos Veiculares, órgão do Contran que realiza o estudo sobre o engate fixo, o uso inadequado desse equipamento pode danificar o automóvel. Também por isso, o estudo remete à utilização de um engate removível. Para Ebel, a explicação não tem fundamento, uma vez que os engates são fabricados com todas as exigências da ABNT e ISO (como utilizado nos Estados Unidos e países da Europa), inclusive, os importados devem ser certificados no Brasil.

Ao justificar que o engate fixo desobedece a legislação vigente, ultrapassando o limite do pára-choque do veículo, Ebel levanta uma questão: "E como ficam os veículos dos modelos adventure, com estepe acoplado à traseira do carro e quebra-mato por todos os lados, tão comuns hoje em dia, até mesmo em veículos com motor 1.0?".

O PROCESSO
O caso está sendo analisado pela Câmara Temática de Assuntos Veiculares, que deverá encaminhar minuta para o Contran colocar em votação o relatório a qualquer momento.

Se votado, e aprovada a proibição, haverá um período de transição para retirar o engate fixo e substituí-lo pelo removível. Ou seja, empresários- fabricantes, importadores, revendedores e instaladores – e o consumidor terão dois anos para ajustar-se à nova lei. Somente após esse prazo é que o uso do engate está passível de multa e outras penalizações. No mínimo, até março de 2008 não há qualquer penalidade para o usuário do engate fixo.


*Chegou hoje por release às redações.

Too old for this sh*t

Fui eu que envelheci, ou o Oscar está a cada ano mais chato? Até as roupas estão sem graça – cadê a tão divertida breguice americana, mon Dieu?

Enfim, a coisa foi mais longe do que eu esperava. E o ÚNICO filme que eu achei que não ganharia xongas, ganhou o prêmio de melhor filme.

sexta-feira, 3 de março de 2006

Meu passado que me condena 3

Fuçando na internet atrás de informações sobre o Oscar deste ano, olhem o que eu encontrei!

Aliás, neste domingo, vou estar estando fazendo a cobertura "minuto a minuto" da cerimônia. Não, ninguém está me submentendo a isso. Eu me ofereci...

Passem por , ok?

Manias, não. Hábitos.

A Rou me meteu nesta, e agora eu tenho que fazer...


Cada bloguista participante tem de enunciar cinco manias suas, hábitos muito pessoais que os diferenciem do comum dos mortais. E além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher cinco outros bloguistas para entrarem, igualmente, no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogues aviso do "recrutamento". Ademais, cada participante deve reproduzir este "regulamento" no seu blogue.

Às minhas manias, então:

  1. Quando me comprometo em fazer alguma coisa, eu faço. Às vezes demoro (bem) mais do que o prazo estipulado inicialmente, mas faço. Ah, se faço. Eis porque estou aqui digitando depois da meia-noite.

  2. Costumo julgar as pessoas no primeiro contato. É feio, eu sei. Mas nestes 32 anos de vida aprendi que: (1) em 90% das vezes em que antipatizo com alguém de cara, vou acabar me apaixonando pela pessoa não muito tempo depois, por isso sempre dou segundas chances e me rendo às segundas impressões; (2) em 99,85% das vezes em que alguém não me parece confiável de cara, a criatura pode até reverter a primeira impressão em algum momento, mas acaba não decepcionando no final, por isso sempre desconfio de quem não me parece confiável.

  3. Pego implicância mortal de palavras. Tem palavras que eu não uso. Não adianta, não uso. E "disponibilizar" é só uma delas. (O problema é que tenho a tendência de repassar essas implicâncias para quem trabalha comigo.)

  4. No meu computador, os botões dos programas com que trabalho precisam estar sempre numa ordem predeterminada na barra inferior da tela. Se uma das janelas se fecha, eu fecho TODAS e reabro os programas de novo, um a um, na ordem anterior.

  5. Quando entro e saio de estacionamento pago de shopping, preciso xingar a gravação que me dá boas-vindas e diz para eu voltar sempre. Nem que seja mentalmente. É mais forte do que eu.

As minhas vítimas são:

quinta-feira, 2 de março de 2006

Desabafo

Sempre achei cafona tirar férias na alta temporada. Sempre. Mesmo quando estudava. Só que ser obrigada a trabalhar numa equipe desfalcada durante dois meses – e chegar exausta em casa todos os dias – está me fazendo cogitar de, no ano que vem, tirar as férias em pleno fevereiro. Só de birra.

Pronto, falei.

quarta-feira, 1 de março de 2006

Como pode?

Sei que por aqui sou a comentarista do óbvio. Mas, se tivesse coluna em jornal, juro que me esforçaria.