O dia se espatifa

segunda-feira, 18 de julho de 2005

Azar, gostei desta foto

Eu e o Márcio
Gramado, 9 de julho de 2005

Constatação

Piores do que meus dias de mau humor, são os dias que eu me sinto sem humor. Como hoje. O mau humor, pelo menos, é ridículo. A falta de humor é deprimente.

Espero que seja só a gripe.

quinta-feira, 14 de julho de 2005

Meu estilo

Your Blogging Type is Logical and Principled
You like to voice your well thought out opinions on your blog. And if someone doesn't what you write, you really don't care! Serious and blunt, sometimes people take your blog the wrong way. But you're a true and loyal friend to those who truly get you.

Mal d'alma

Não chega a prostrar, mas é mais do que simples tristeza. E atrapalha. Eu chamo de depressão pocket.

Acho que atrasarei meu dead line, querida editora.

Você sabia?

É possível fazer uma busca em todo o vasto (e imperdível) conteúdo do meu blog simplesmente clicando aqui? Este link sempre esteve ali à esquerda, embaixo dos arquivos, com o sugestivo nome de BUSCA. Tem também uma caixinha pra fazer a consulta direto.

Maravilhas do mundo moderno...

quarta-feira, 13 de julho de 2005

Da série desculpe, mas não estou entendeindo

Recebi hoje este e-mail:
Sei que muita gente não gosta de política, mas acho que é o momento de nos mobilizarmos. A palhaçada atingiu níveis além da indignação.

Marcelo Träsel convidou você para participar da comunidade 'Já basta!'. Para ver a comunidade 'Já basta!', clique no link abaixo:

http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=3387405
Sorry, Marcelo, mas o que exatamente quer dizer na prática "é o momento de nos mobilizarmos" e "a palhaçada atingiu níveis além da indignação"? Não deveríamos estar sempre atentos e, se possível, levemente indignados em caráter permanente? E o que uma comunidade no Orkut pode fazer em relação a isso? Tem como garantir que todo mundo ali naquela comunidade nunca cometeu nenhuma infração ou ato imoral e/ou antiético?

terça-feira, 12 de julho de 2005

segunda-feira, 11 de julho de 2005

Finaleira

Estou naquela fase de uma tradução em que toda dedicação é pouca, todo tempo empregado é pouco e o resto parece fútil. Daí me aparece algo externo para desviar o foco da minha atenção e me incomodar mais do que o necessário.

Se pelo menos pagasse bem...

domingo, 10 de julho de 2005

Concorrência frágil

No blog da Dani Noyori deparei com o serviço de tradução de páginas do Google. Como o resultado na página dela não ficou dos piores, testei para ver o que ele fazia com isto aqui. O resultado foi tranqüilizador.



Pelo menos não vai ser por enquanto que eu vou perder espaço em um dos meus dois ofícios.

sábado, 9 de julho de 2005

O cara tá cada vez melhor

Não é só porque eu concordo, não. Eu gosto cada vez mais dele porque ele escreve bem mesmo!

Com vocês, de novo, Ricardo Freire:

Regina Duarte não avisou

Você deve se lembrar: na última campanha presidencial, Regina Duarte foi à televisão para dizer que estava com medo.

Para quê: o Brasil imediatamente rompeu com a sua namoradinha. A reação foi ainda mais violenta do que a sentida por outra dama da televisão, Marília Pêra, ao declarar seu voto a Fernando Collor, na encarnação anterior. Sem querer, Regina acabou dando o mote para a comemoração da vitória do PT: "A esperança venceu o medo".

Verdade seja dita: o medo não era só dela. Tampouco se restringia aos medrosos. Pouca gente tinha coragem de admitir isso publicamente, mas o fato é que o medo de Regina Duarte era compartilhado também pelos céticos, pelos renitentes e pelos escaldados.

Naquele momento, contudo, quase ninguém veio em defesa de Regina Duarte. Os outros que tinham medo continuaram com suas bocas fechadas.

Três anos mais tarde, o mais esquisito da crise que estamos vivendo é que praticamente nenhum dos temores de Regina Duarte se confirmou. E, mesmo assim, veja a crise que estamos vivendo.

O medo de Regina Duarte - e de tantos outros que não tiveram coragem de ir à televisão - era o de "perder toda a estabilidade conquistada". Medo de o Brasil "virar uma nova Argentina".

Traduzindo: o medo de Regina Duarte era medo de moratória. Não era medo de mensalão.

Examinando com cuidado a fala de Regina, podem ser encontrados indícios do que viria a acontecer. Ela disse: "O Lula eu achava que conhecia, mas tudo aquilo que ele dizia, agora ele mudou". Mas não, ela não quis dizer isso que você está pensando hoje. Naquele momento, Regina Duarte tinha medo do Duda Mendonça, não do Marcos Valério.

O discurso foi curto, e Regina nunca mais se pronunciou sobre o episódio. Ainda assim, é possível intuir do que ela tinha medo exatamente.

Regina Duarte tinha medo de que o dólar fosse à estratosfera e nunca mais saísse de lá. E não que o dólar desembestasse a baixar sem que ninguém soubesse até quando vai continuar caindo.

Ela tinha medo de uma explosão de invasões de terras organizadas pelo MST. E não de uma explosão de juros organizada pelo Copom.

A inesquecível Raquel, mãe da malévola Maria de Fátima, tinha medo da política econômica do Aloizio Mercadante. E não de uma possível volta triunfal do Delfim Netto.

Regina temia que o novo governo fizesse uma revisão radical das privatizações. E não que inventasse tantas novas utilidades para as estatais.

Está bem: ela até tinha algum medo de que viessem a propor a instalação de um organismo como o Conselho Federal de Jornalismo. Mas não tinha medo de que viessem a dificultar a instalação de organismos como CPIs.

A eterna Porcina temia que o nosso Lech Walesa, depois de eleito, se tornasse o nosso Hugo Chávez - e não o nosso Boris Ieltsin.

Não, Regina Duarte não avisou que, antes de darem um jeito nas estradas, eles fossem comprar um Airbus.

Ela não nos alertou sobre o aparelhamento do Estado, nem sobre a volta do clientelismo e do assistencialismo.

Pensando bem, onde estava Regina Duarte que não nos preveniu sobre a possibilidade de a Heloísa Helena ser expurgada, mas o Delúbio, não?

Agora, sim, dá para entender por que Regina Duarte foi tão criticada naquela ocasião. Também, quem mandou não avisar?