- que todo político é ladrão
- que o Diogo Mainardi é um pulha, um mentiroso, um tosco
- que o Lula não sabia de nada
- que o Brasil não tem jeito
- que a solução é o voto nulo
quarta-feira, 31 de maio de 2006
Clichês
Não curto falar de política aqui, mas não agüento mais ler e ouvir...
terça-feira, 30 de maio de 2006
domingo, 28 de maio de 2006
Embasbacante
Caché é daquele tipo de filme que não te larga, que te obriga a ficar até o final dos créditos digerindo as informações das últimas duas horas, que te perturba de tal modo que te faz rever certos aspectos da tua vida. Caché não vai embora, não adianta.
Isso porque o filme mexe com aquelas coisas que costumamos deixar quietas, paradinhas lá no fundo da memória, de preferência trancadas a chave. Sabe aquelas crueldades que fazemos na infância e das quais algum psicólogo/psicanalista/psiquiatra nos convenceu depois de muitas sessões – e muita grana – que não tínhamos culpa? Que não sabíamos o que estávamos fazendo. Pois é.
Caché nos faz pensar que aquelas mentirinhas brancas que contamos – ou as verdades “desimportantes” que deixamos de mencionar – para facilitar a convivência com a família, os colegas de trabalho e os amigos podem acabar virando armas contra nós mesmo. Também cutuca aquele preconceito contra o qual lutamos diariamente e que nos faz interpretar muitas coisas equivocadamente.
Foi o melhor filme que vi nos últimos tempos.
Isso porque o filme mexe com aquelas coisas que costumamos deixar quietas, paradinhas lá no fundo da memória, de preferência trancadas a chave. Sabe aquelas crueldades que fazemos na infância e das quais algum psicólogo/psicanalista/psiquiatra nos convenceu depois de muitas sessões – e muita grana – que não tínhamos culpa? Que não sabíamos o que estávamos fazendo. Pois é.
Caché nos faz pensar que aquelas mentirinhas brancas que contamos – ou as verdades “desimportantes” que deixamos de mencionar – para facilitar a convivência com a família, os colegas de trabalho e os amigos podem acabar virando armas contra nós mesmo. Também cutuca aquele preconceito contra o qual lutamos diariamente e que nos faz interpretar muitas coisas equivocadamente.
Foi o melhor filme que vi nos últimos tempos.
sexta-feira, 26 de maio de 2006
Questão de ponto de vista
Sabe aquelas pessoas muito quietinhas, que todo mundo que conhece diz que é "superbonzinho" e "incapaz de fazer mal a uma mosca"? Pois é. Eu vejo como aquele tipo de gente que um dia entra no escritório com uma submetralhadora e mata uns 15 antes de estourar os próprios miolos.
quarta-feira, 24 de maio de 2006
Por mais que eu leia, ouça e veja...
Faz horas que não consigo escrever nada que preste. Não é falta de ler, ouvir, ver, de prestar atenção ao mundo e às coisas que estão acontecendo. Imagino que seja o tal bloqueio de escritor – relevando-se o fato de que eu não sou escritora. Lendo os blogs amigos não paro de me sentir uma inútil porque não estou conseguindo me emocionar/indignar/encantar suficientemente a respeito de nada a ponto de querer escrever sobre o assunto. Também tem o superego que sempre atrapalha, claro.
Outro dia, por exemplo, a apresentação da edição de 2004 de um livro da Oriana Falacci que o Márcio comprou em Buenos Aires me deu uma vontade doida de escrever sobre a maldição do politicamente correto que hoje nos impede de ter raiva de bandido e terrorista, do medo que sentimos de ferir suscetibilidades e parecer que estamos pendendo para a "direita".
Jornalista de reconhecimento internacional e com posicionamentos desde sempre corajosos e contrária a qualquer tipo de fascismo e arbitrariedade, ela escreveu com raiva sobre os ataques terroristas de 11 de setembro e foi atacada por todos os lados por causa disso. Confesso que ainda não tive tempo de processar a idéia toda, mas estaria sendo hipócrita se dissesse que não me identifiquei com o que ela escreveu.
Queria poder escrever com clareza sobre a complexidade do mundo e esta sempre presente sensação de impotência por não conseguir compreender o que acontece, por mais que leia, ouça, veja. Lembro das aulas de geopolítica e história de que tanto gostava no colégio, numa época em que a estrutura de tudo era tão mais simples. De antes de 1989, quando a divisão mundial era tão mais clara, e o mundo tinha mais do que um dono. Era péssimo, mas eu compreendia. Hoje é péssimo, mas eu não sei ainda mais muito bem por quê. Por mais que eu leia, ouça. veja.
Enfim, queria fazer o que estou fazendo agora, mas o meu lado jornalista me diz que assim não se faz. Que é preciso pesquisar, buscar fontes, comparar informações, encontrar o que estiver mais perto da verdade, dar os dois lados. Meu lado tradutora me diz que preciso pensar muito nas palavras que vou usar. Meu lado supercrítico fica gritando que escrever com o coração tende a resultar num texto frágil, facilmente desmontável, e do qual eu provavelmente venha a me envergonhar logo ali em frente.
Azar, vai assim mesmo.
Outro dia, por exemplo, a apresentação da edição de 2004 de um livro da Oriana Falacci que o Márcio comprou em Buenos Aires me deu uma vontade doida de escrever sobre a maldição do politicamente correto que hoje nos impede de ter raiva de bandido e terrorista, do medo que sentimos de ferir suscetibilidades e parecer que estamos pendendo para a "direita".
Jornalista de reconhecimento internacional e com posicionamentos desde sempre corajosos e contrária a qualquer tipo de fascismo e arbitrariedade, ela escreveu com raiva sobre os ataques terroristas de 11 de setembro e foi atacada por todos os lados por causa disso. Confesso que ainda não tive tempo de processar a idéia toda, mas estaria sendo hipócrita se dissesse que não me identifiquei com o que ela escreveu.
Queria poder escrever com clareza sobre a complexidade do mundo e esta sempre presente sensação de impotência por não conseguir compreender o que acontece, por mais que leia, ouça, veja. Lembro das aulas de geopolítica e história de que tanto gostava no colégio, numa época em que a estrutura de tudo era tão mais simples. De antes de 1989, quando a divisão mundial era tão mais clara, e o mundo tinha mais do que um dono. Era péssimo, mas eu compreendia. Hoje é péssimo, mas eu não sei ainda mais muito bem por quê. Por mais que eu leia, ouça. veja.
Enfim, queria fazer o que estou fazendo agora, mas o meu lado jornalista me diz que assim não se faz. Que é preciso pesquisar, buscar fontes, comparar informações, encontrar o que estiver mais perto da verdade, dar os dois lados. Meu lado tradutora me diz que preciso pensar muito nas palavras que vou usar. Meu lado supercrítico fica gritando que escrever com o coração tende a resultar num texto frágil, facilmente desmontável, e do qual eu provavelmente venha a me envergonhar logo ali em frente.
Azar, vai assim mesmo.
Sinal de decadência?
Quase ninguém mais comenta nada por aqui. E agora deu pra aparecer spam.
Vou acabar me rendendo às senhas de verificação que eu disse que me irritam.
:-(
Vou acabar me rendendo às senhas de verificação que eu disse que me irritam.
:-(
segunda-feira, 22 de maio de 2006
Mais do mesmo
Estou entrando em mais uma daquelas fases de dead line de tradução. Tendo a ficar mais reticente. Ou mais falante.
Só pra avisar.
Só pra avisar.
sexta-feira, 19 de maio de 2006
Que cansaço
O Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul vai fazer um "Congresso Regional de Jornalistas". Na programação de palestras, NENHUM dos convidados é jornalista da RBS, o maior grupo de mídia do Estado. Tem o Franklin Martins, mas provavelmente porque saiu da Globo e vai falar mal do Diogo Mainardi.
Estou pensando em fazer uma camiseta dizendo:
Estou pensando em fazer uma camiseta dizendo:
O sindicato da minha categoria me odeia
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