O dia se espatifa

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Fim de um ano, começo de outro e muitas estreias

O fim de semana foi cheio de novidades. Não foi apenas a primeira virada de ano que a Lina viveu de ontem para a hoje.

  • primeira viagem de carro na companhia dos "manos" caninos
  • primeira troca de fralda na beira da estrada
  • primeira parada em boteco de beira de estrada para os pais comerem um pastel para não morrerem de fome por causa do trânsito trancado
  • primeiro pé na areia
  • primeiro banho de mar
  • primeiro (segundo, terceiro e quarto) banho de chuveiro com o papai e a mamãe
  • primeiro churrasco em família sentadinha na cadeira de pendurar na mesa
  • primeira manhã à beira-mar (com direito a maiô de babadinho, baldinho e bolacha maria coberta de areia)
  • primeiro cappelini à bolonhesa da mamãe
O tamanho da lista de novas emoções é grande e explica a agitação da pequena na hora de dormir, há pouco. Amanhã vamos passar o dia em casa, processando tanta informação, antes de retomar a rotina, que a pitoca tanto aprecia.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Como eu estava há cinco anos?

Dentre as perguntas cretinas que pessoas fazem em seleções para emprego, uma das minhas preferidas é "onde/como você se imagina daqui a cinco anos?" Sinceramente, a não ser que a criatura esteja contratando um vidente, a resposta não vai ajudar em nada o processo. Porque exceto no caso de obsessivos que planejam TODA a vida (e deste tipo de gente eu prefiro distância), o resto vai inventar alguma coisa bacana para impressionar e era isso.

Daí que hoje eu fiquei curiosidade sobre como/onde eu estava há cinco anos. Com o blog sendo feito há quase 10 anos num formato bem "querido diário", não ficou difícil. Encontrei então este post aqui, que reproduzo abaixo com comentários de hoje em verde:

Por um 2008 supimpa
Sei que o ano ainda não terminou, mas estou indo para a praia hoje à noite, e não sei como será a conexão por lá – ainda não comprei minha placa 3G (sentiram o drama da "placa" 3G? hoje eu saí de uma revenda Vivo com um chip pré-pago pra um modem 3G que de 3G não tem nada, mas mesmo assim a coisa evoluiu...). Portanto, deixo aqui a minha listinha de resoluções. A de 2007 não foi exatamente um sucesso retumbante, mas o ano teve várias surpresas boas, e o saldo acaba como imensamente positivo. Vamos aos planos para 2008:
- Falar menos e ouvir mais (Sigo tentando, sigo tentando... mas acho que estamos em franca evolução. Até porque com a maternidade e trabalhando como tradutora tenho MUITO mais coisas a aprender do que sobre palpitar.)
- Seguir trabalhando em favor da preguiça (Isto é uma determinação para o resto da vida.)
- Seguir tentando ser menos implicante (Eu juro que me esforço, mas o mundo não ajuda...)
- Comprar um carro (Feito! Só tô pagando ainda... ;-))
- Conhecer Brasília (Feito! Agora quero voltar com a Lina.)
- Visitar a Carol na Califórnia (Feito! Agora quero voltar com a Lina e o Márcio, mas para visitar a Ana em LA.)
- Manter uma rotina na academia (HAHAHAHAHAHA. Sério? Por que eu escrevi isto?)
- Dar um jeito de voltar a fazer ioga (Ainda quero. Ainda voltarei. Em 2008 não rolou.)
- Aprender mais (E mais e mais e mais...)
Boa sorte para mim! E um 2008 supimpa para todos vocês ;-)
Pensando agora se vou fazer lista para 2013. Acho que não. Vou seguir seguindo, que tá bom demais. Boa entrada de ano para todos vocês! ;-)

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Bebê automóvel

No instante em que escrevo, a Lina descansa a cabecinha na almofada que sempre deixamos sobre o edredon no qual ela tem passado bastante tempo dos últimos dias, no chão do escritório onde trabalhamos. Descansa da  atividade preferida mais recente, que tem sido girar sobre o próprio eixo depois de se posicionar de bruços, numa clara tentativa de ir para onde a curiosidade - e a vontade - mandam. E eu começo a compreender na pele o sentido da expressão que diz que criamos os filhos para o mundo.

Anos de observação de bebês fofos de pais alheios, e eu sempre acreditei que um bebê começar a engatinhar, caminhar, correr era apenas isso: um aprendizado humano natural. Oito meses e meio depois da minha filha sair de dentro de mim e entrar neste mundo, percebo que o significado por trás dessa mobilidade é muito maior. Ao menos para nós, os envolvidos. A Lina começa a trilhar um caminho próprio. A nós, restar torcer e trabalhar para que seja um caminho florido e que leve a lugares e coisas muito interessantes.

Bom começo de viagem, minha pequena.

sábado, 22 de dezembro de 2012

Tecnologia, sua linda!

Sou "blogueira" (palavra tãããão last season) desde dezembro de 2013 - ano que vem, dez anos de atividade, pois -, e o meu blog já passou por algumas mudanças. Como explico ali à direita no textículo que reproduzo abaixo:
No começo era The day breaks, por causa da música dos Beatles. O endereço era thedaybreaks.blogspot.com e tudo era um verso dos Beatles. Eis que um dia eu cansei, e resolvi não escrever mais em inglês. E então o Riq sugeriu a tradução à Millôr. Gostei. Ficou. Por isso, nada de "O dia nasce", como seria o correto, mas O dia se espatifa. O endereço mudou, mas o nome seguiu o mesmo. Daí que em 2007 mudei o blog para o clicRBS, onde trabalhava. Como a vida dá voltas, voltei para cá. Ainda espatifando um dia depois do outro.
Daí que hoje eu consegui! Importei todos os posts que escrevi desde sempre para este único endereço: www.cassiazanon.blogspot.com.br. Com este, terão sido 1.565 posts desde o começo. O impressionante é que eu provavelmente não tenho 1.565 coisas interessantes para falar nesta vida. Mas a tentação de escrever é sempre grande.

Bem-vindos posts antigos. Sintam-se em casa. A URL não importa muito, o que importa é estarmos todos juntos, em família.

Sem mais.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

O fim do mundo como o conhecíamos

Para mim e para o Márcio Pinheiro, o mundo como existia até então acabou em 12 de abril passado, quando o nosso maior presente entrou na nossa vida.

E a gente aproveita então este zunzunzum de fim de mundo para desejar de coração tudo de bom para todo mundo que merece - e para quem não merece também, porque somos pessoas queridas ;-)


quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Agora vai!

Já reparou como tem pequenos detalhes que nos fazem mudar a forma de ver ou fazer as coisas? Fazia algum tempo que eu tinha desistido de postar coisas no blog. Não apenas pelo inconveniente de que eu estava sob a "barra do clicRBS", mas também por isso, eu me sentia constrangida pela absoluta desimportância e falta de profundidade dos meus escritos. Daí que hoje eu leio a coluna da Leticia Wiershdfhgrervjhdki no Segundo Caderno da Zero Hora e me dou conta de que o que escrevo não está muito longe desse texto e que nem desperdicei árvores ou tinta com eles. Puf! Foi-se embora a minha culpa e o meu medo da minha filha sofrer bullying por causa dos meus posts no futuro.

Taí, agora ninguém mais me segura. Dias vindouros espatifar-se-ão. 

Obrigada, Leticia Wierfdhgfrbtfdshofhgfdhfki!

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Voltei, voltamos

Depois de cinco (CINCO) anos com o blog no clicRBS, volto para este endereço virtual. Em breve, começamos a tirar o pó do layout e dos menus e, claro, a postar. :-)

domingo, 11 de novembro de 2012

Mudando de vida e de endereço virtual

Encerrada a licença-maternidade, deixo a RBS pela terceira vez. Agora, passo a me dedicar apenas à tradução e ao meu melhor projeto: criar a Lina!

Com isso, este blog é desativado. Volto para o endereço antigo: www.cassiazanon.blogspot.com.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Quem precisa de mais uma mãe blogueira?

Uma querida amiga minha, mãe de uma linda guriazinha pouco mais velha do que a Lina, revelou esta semana que está pensando em fazer um blog sobre a maternidade. Jornalista e tradutora como eu, ela pensa, como eu, que pode ser bacana ter um espaço onde dividir nossas impressões e sentimentos. Não sei se as dúvidas dela são as mesmas minhas, mas, já que eu já tenho este espaço aqui, peço carona no assunto trazido à baila por ela para dividir as minhas primeiras considerações com meus supostos dezessete leitores.

1 - Alguém precisa de mais uma mãe blogueira?
2 - O que eu posso dizer sobre a maternidade que já não tenha sido dito milhares de vezes?

3 - Alguma coisa que eu possa dizer sobre a minha experiência pode vir a ajudar alguém?

4 - Será que as coisas que eu escrever não podem vir a se transformar no futuro em motivo de vergonha para a minha Lina adolescente?

5 - Tenho eu direito de expor minha pitoca, por menos leitores que possa ter este ou qualquer outro blog que eu venha a fazer?


São questões básicas, básicas, mas que, acreditem, têm tomado parte do tempo que passa tão rapidamente nesta minha licença que se aproxima do fim.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Com licença, maternidade

Durante a gravidez, fiz várias vezes a autocrítica de como estava monotemática. Mal sabia que depois do nascimento da minha filha a situação só pioraria. Nas primeiras semanas, pensei seriamente que meu cérebro jamais voltaria a absorver qualquer informação ou conhecimento que não estivessem relacionados àquela criaturinha linda, apaixonante e frágil no meu colo. Quatro meses e meio se passaram, e há alguns dias, naturalmente, comecei a pedir licença à maternidade e a olhar um pouco ao redor.  Sigo completamente apaixonada, minha filha está cada dia mais linda e ainda me parece frágil, mas começo a perceber que posso aproveitar o fato de ser mãe da Lina e continuar interessada no mundo ao redor ao mesmo tempo. E essa percepção tem sido libertadora.

Este blog nunca foi sobre tema algum. Como disse na minha apresentação: "Jornalista, tradutora, arquiteta de informação, gerente de projetos e professora de jornalismo online, tudo ao mesmo tempo agora, sou incapaz de concentrar meus interesses numa área só. Com preguiça de ter um blog para cada assunto, acabei optando por este, que fala de tudo um pouco – e, claro, de quase tudo mal." O descompromisso com a profundidade sempre foi uma marca deste humilde e, mesmo assim, impressionantemente, cheguei a ter uma clientela fiel, que muito me animava a buscar novas informações sobre velhos interesses e novos interesses. Em busca desse estímulo, declaro o blog oficialmente "desparalisado" para assuntos que não apenas... a maternidade.

***

P.S.

Bendita seja a licença-maternidade. Bendita ao cubo seja a licença-maternidade de seis meses - que pode ser aumentada com um mês de férias. Porque só assim uma mãe consegue passar por esse processo que estou passando com um quê de tranquilidade.

Mas, vamos combinar, querido tempo, será que dá para passar um pouquinho mais devagar nos próximos dois meses e meio? ;-)