O dia se espatifa

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Balanço e resoluções

O ano passado terminou com um susto. Um susto enorme. Minha mãe estava doente, e a experiência que havíamos tido com meu pai, treze anos antes, dificultava qualquer otimismo. Assim, a virada de 2008 para 2009 foi passada física ou espiritualmente dentro de um quarto de hospital, cuidando pela recuperação da minha mãe depois de uma cirurgia de risco, com a expectativa ainda de saber qual o tamanho do tratamento que a (nos) esperava. 52 semanas depois, acabo de deixar a minha mãe na casa dela preocupadíssima com o fato de a blusa que ela escolheu para entrar 2010 não estar bem passada. E vocês não podem imaginar como essa preocupação boba me deixa feliz. Na minha casa, estou contente por minha preocupação do momento ser não deixar a lentilha que está cozinhando queimar.

O susto do final de 2008 fez com que 2009 virasse o ano em que, entre outras coisas, aprendi a entender como há alegria em pequenas preocupações. O balanço do ano eu já tinha feito num post de novembro. Agora, a poucas horas de entrar em 2010, decidi escrever sobre minhas resoluções, que, na verdade, se resumem a uma só: seguir em frente. Afinal, já não é o bastante?

Bom ano novo a todos vocês :-)

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Opiniões, opiniões, perguntas e respostas

Tenho o tipo de mente maluca que precisa formar uma opinião sobre tudo. Tudo. Sou daquelas pessoas que não podem ver mais de cinco minutos de uma partida ou evento esportivo - qualquer que seja - sem automaticamente escolher alguém por quem torcer. E ter uma opinião sobre os todos competidores. Claro que não são opiniões embasadas nem inflexíveis, mas, sei lá, é o meu jeitinho.



Daí que tô achando bem bacana o brinquedinho novo que permite que as pessoas façam perguntas aleatórias (ou "alienatórias", como me disse um dia um vendedor de som automotivo sobre a função shuffle do CD player - é sério) para que euzinha aqui responda. Porque mesmo que quase ninguém queira saber o que eu penso sobre as coisas, eu adoro dizer.



Mas o mais legal mesmo do formspring.me -  uma versão geek dos velhos questionários de colégio -  é ver as respostas das pessoas cujas opiniões me interessam. E é aí que estou me esbaldando. Porque não tem melhor jeito de formar - ou mudar - uma opinião do que ouvir as opiniões alheias.



Vocês não acham? ;-)

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Post com cara de tweet

Enquanto muita gente corre pra terminar 2009, outros tantos já estão com os dois pés fincados em 2010. E a gente aqui, no meio...

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

O que postar?

Se nem pro Twitter eu ando tendo inspiração, como é que vou ter inspiração pra postar por aqui? #trabalhodemais

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Do talento para complicar a vida

Então que ontem apareceram várias abelhas em casa. E vespas também. E não havia - nem há - uma colmeia por perto. Daí que o marido sugere que a gente compre "um detefon" e mate as ditas.



O que eu faço? Com a capacidade de complicar as coisas que só eu tenho, resolvo que não, que vou consultar os meios bastante competentes para tanto. Segundo os jornais, quem combate abelhas são os bombeiros. E eu, cidadã consciente que sou, não quero ocupar o 193 com abelhas - correndo o risco de prender a linha que poderia estar sendo usada por conta de um incêndio. Daí que entro no Google, procuro por bombeiros +"porto alegre" e encontro o telefone de um quartel.



Lá, depois de explicar a situação, sou simpaticamente orientada a ligar para o 193 ou o 190.



- Mesmo não sendo emergência? - pergunto.



- Não deixa de ser uma emergência - responde o solícito soldade.



Digito 193. Mais uma vez, sou atendida por um bombeiro muito gentil. Depois de ouvir a história e saber que tenho um cachorro em casa, ele explica:



- Se a senhora não sabe onde é a colmeia, não temos o que fazer. Mas dá para fazer o seguinte: compra um rodox preto, que mata tudo. E não faz mal pro seu cachorro.



Donde se conclui, evidentemente, que meu marido poderia ser bombeiro.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Um post

Estamos cheios de novidades na ferramenta WorPress. Só que novidades às vezes vêm acompanhadas de problemas...

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

É tarde, é tarde, é tarde...

... e todo fim de ano é a mesma coisa. Baixa o coelho-tambor, e o dia fica curto, a semana mais curta ainda. Mas eu volto. Prometo!

sábado, 21 de novembro de 2009

Festas de fim de ano: uma nova abordagem

Não sou do tipo que detesta as festas fim de ano. Mas também há tempos deixei de esperar com ansiedade por elas. Durante alguns anos culpei por essa, digamos, melancolia em relação ao Natal e ao Ano-Novo a morte do meu pai, em 23 fevereiro de 1996 - três dias depois do meu aniversário de 22 anos -, causada por um câncer descoberto justamente no 20 de dezembro anterior. Ocorre que eu ainda adoro fazer aniversários. E há muito tempo a saudade doída do meu velho deu lugar a uma saudade boa, que o mantém ao meu lado o tempo todo. Donde se conclui que a causa não deve ser essa.



Tenho me dado conta de que não gosto das festas de final de ano da mesma forma como não sou exatamente fã dos dias das mães, dos pais e dos namorados. Porque são dias em que as pessoas se fantasiam para a felicidade. São dias em que a mãe ou o pai têm que ganhar um presente mesmo que o salário de maio e agosto dos filhos não tenha chegado até o segundo domingo do mês. Em que os namorados e namoradas precisam estar disponíveis, lindos e românticos mesmo que a reunião mais difícil do ano tenha acontecido no dia 12 de junho ou a prova de final de semestre caia no dia 13.



No Natal, as famílias enfiam na cabeça que precisam virar família de comercial de margarina e parecem se sentir obrigadas a passar por cima daquela briga boba que aconteceu no dia 22 de dezembro e que precisava de uma semana para ser realmente superada. E a virada do dia 31 para o dia 1º carrega o peso de definir os 365 dias seguintes: seja pelo que se come, seja por quem beijamos à meia-noite, seja por onde estejamos. São datas carregadas de significado compulsório. E isso me incomoda. Me irrita, até.



Se você resistiu à leitura até aqui certamente está pensando que a blogueira não passa de uma cínica, amarga, infeliz, sem família, sem amigos. Preciso confiar que vai confiar em mim quando digo que não, muito antes pelo contrário. Me sinto hoje muito mais em paz comigo mesma, com meus amigos e com a minha família do que quando esperava ansiosamente pela véspera do Natal, pelo Réveillon, pelo Dia dos Namorados.



2009 foi um ano cheio de datas importantes. Vivi alguns bons Natais, outros tantos dias dos namorados, incontáveis dias das mães e vários anos-novos. Porque conseguimos reunir em diversas ocasiões - algumas inclusive citadas neste humilde - pessoas que se gostavam e gostavam de estar juntas. Porque dei e ganhei vários presentes - comprados ou simbólicos - que me fizeram sentir tendo os melhores dias dos namorados ou das mães. Porque alguns dias marcaram o fim de um ciclo importante e o começo de um novo: um exame mostrando a cura da minha mãe, o começo de um novo desafio profissional do meu marido, a decisão da minha irmã de dar um novo rumo à vida dela, o convite para um trabalho novo e desafiador. Nenhuma dessas datas estava previamente marcada no calendário. Todas foram devidamente e muito bem celebradas.



Por isso tudo, decidi propor a mim mesma uma nova abordagem ao fim de ano. Nada de viagens. As estradas vão estar lotadas, e os hotéis e voos, muito mais caros do que o normal. Além do quê, os tradicionais fogos estressam meu cachorro, e não quero imaginá-lo assustado num hotel enquanto eu brindo a chegada de 2010 longe de casa.  Nada de festas compulsórias. Quero simplesmente juntar pessoas queridas aproveitando que os dias 25 e 1º são feriados e podemos ficar juntos até bem tarde. Conversando, comendo, bebendo, brincando com as crianças e os animais de estimação que estiverem por perto. No Natal e no Ano-Novo deste ano, tudo o que eu quero é poder sentir mais uma vez a alegria que senti tantas vezes nos últimos 365 dias sem que alguém me dissesse que precisava ser assim.



Quem é parceiro?

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Momento autopromoção de mim mesma

Ainda não são livros meus, e nem sei se algum dia haverá algum livro meu, mas nesta feira tem dois lançamentos que são traduções minhas para a L&PM. O fofo Snoopy 9 - Pausa para a soneca, do Charles Schulz, e Os Crimes ABC, da Agatha Christie.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Então eu fui à feira...

... e estou há horas (na verdade mais de 24) pensando no que escrever sobre isso, já que o blog está vinculado no site especial sobre a Feira do Livro do clicRBS.



Só que eu não sei o que dizer.



A não ser que saí de lá decepcionada. Mais do que o normal. Porque a minha querida Feira do Livro virou definitivamente um evento gigantesco que se parece com uma grande livraria de aeroporto. Que só tem best-seller e livro de auto-ajuda. Que tem um milhão e meio de palestras que confundem qualquer cristão sobre a sua relevância ou sua importância. Que mistura autores consagrados com autores autopublicados que não têm a menor chance de serem consagrados. Que tem uma praça de alimentação que parece a praça de alimentação de um shopping center, só que sem o ar condicionado - ou seja, cadê a vantagem?



Eu ainda não sei se foi a feira que perdeu a graça ou se fui eu que perdi a paciência. Só sei que a feira pode ser de qualquer coisa, inclusive de livro, mas não muito de literatura. Nem para encontrar os amigos funciona direito, já que essa sensação parece estar se replicando entre os amigos leitores.



Me dói dizer isso, porque eu adoro Porto Alegre e adoro o conceito da feira, a ideia da feira, a história que eu vivi da feira.



Sei lá, bodeei.



Amanhã irei novamente. Talvez seja o efeito do final de semana. Vejamos.



Como disse há pouco no Twitter: a feira tem que ser menos livraria de aeroporto e mais sebo, ter menos palestras e mais encontros interessantes com escritores idem.