O dia se espatifa: bichos
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quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Valeu, pessoal

Mila, Daniel Bit, Mana, Daniela, Lu Aquino, Riq, Lu Gerbovic, Jane, Fer Souza, Drica, Melissa, Aninha, Raul, FerCB, Cristine, Sérgio, Xuxu, Biba, Dante, Theo, Mães, Pai, tias, tios, Lê, Gabi, Aline, Diego, Paula, Rafa, Tati, Andrea, Cris, Roberta, Mônica, Fafá, Sérgio Augusto, Maria Lúcia, Emanuel, Cristine, Rose, Juliano, Marcia, Grazi, Bruna, Pati, Rosana, Fabiana, Fábio, Larissa, Daniel Brama, Cacá, Angel... obrigada a vocês e a todo mundo que nos ajudou – com mensagens aqui, no Bicharada e no Jogo da Memória, por telefone, e-mail, MSN ou pessoalmente – a enfrentar melhor essas primeiras quarenta e oito horas sem o nosso velho bicho.

Beijo bem grande em todos vocês.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Obrigada, Floquinho

(Sei que andas por aí, oiço os teus passos em certas noites, quando me esqueço e fecho as portas começas a raspar devagarinho, às vezes rosnas, posso mesmo jurar que já te ouvi a uivar, cá em casa dizem que é o vento, eu sei que és tu, os cães também regressam, sei muito bem que andas por aí.)
Este trecho lindo é o primeiro texto do livro Cão Como Nós, que o poeta e romancista português Manuel Alegre escreveu para lembrar seu cão Kurika e eu li na quinta-feira passada, com o Floc dormindo aos meus pés. Nesta madrugada, pouco depois da 1h, a duas semanas de completar 13 anos de idade, o Floquinho nos deixou.

Depois de quase 12 horas seguidas com uma respiração mais ofegante do que o normal, sofrendo a cada inspiração e expiração, ele descansou. Ficam conosco a saudade e a lembrança de tantas coisas que ele nos deu nos 11 anos e 1 mês que passou ao nosso lado, com direito a duas mudanças de cidade, quatro mudanças de casa, muitas idas à praia, passeios e ranzinzices.

Eu já tinha contado como ele entrou na minha vida, feito um mea culpa sobre ter esquecido do aniversário de 12 anos e relatado o começo da doença dele no Bicharada. No último dia 24 de setembro, ele se recuperou da última crise. Desta vez, infelizmente, não deu.

Reforço aqui o agradecimento ao comprometimento e à competência da nossa veterinária, Simone Wolffenbüttel, que nos ajudou a enfrentar os últimos momentos e a fazer com que as últimas semanas de vida dele fossem o mais tranqüilas e dignas possíveis, e à Gabi e à Rejane, da Cachorro no Mato, que tão bem cuidaram dele nos últimos anos e seguirão responsáveis pelo Bubi, que está visivelmente perdido, sem a principal referência dele dentro de casa. Obrigada também a todos os internautas que se envolveram na campanha "Força, Floquinho". Tenham a certeza de que toda energia boa que vocês mandaram para ele foi muito bem utilizada.

Estou triste, é claro, mas também estou muito feliz por ter tido esse bichinho na minha vida.

(Na foto acima, ele do jeito que mais gostava: na praia, fedendo a maresia e cheio de pega-pega.)

*

O Márcio também escreveu sobre ele aqui.

domingo, 26 de agosto de 2007

Tempo, tempo, mano velho...

Uma hora e meia de conversa com a minha superveterinária, a Simone Wolfenbüttel, e tenho a confirmação de que "a doença" do Floquinho não tem cura mesmo. É velhice. E, apesar de triste, essa certeza dá uma certa tranqüilidade – afinal, quem somos nós para discordar da natureza? O nosso papel agora é fazer com que ele fique bem o máximo de tempo possível.

Na foto aqui do lado, como ele estava ontem à noite. Bem mais animadinho. Tem comido melhor. Ainda não a dieta que deve seguir, por causa dos problemas de saúde, mas, por enquanto, desde que coma, já fico feliz.

Obrigadíssima a TODO MUNDO que nos ajudou a enfrentar essa barra. E foi tanta gente, mas tanta gente, que eu tenho certeza de que o bichinho está se segurando em grande parte por causa de toda essa corrente bacana de energia em volta dele.

Valeu, pessoal.

E a campanha segue. Força, Floquinho!

:-)

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Perdão, mas estou triste

Não costumo escrever aqui quando estou triste. Mas hoje vou pedir licença. Meu cãozinho mais velho está doente. A três meses de completar treze anos, está cardíaco. Já não corre mais pela casa como antes. E não late para quem quer que passe na rua. Ainda faz festa quando chegamos, mas em silêncio. O rabo, alegre, contrasta com o olhar abatido. Antes da entrada dele na minha vida, há 11 anos, eu estaria achando ridículo o choro por causa de um cão. Agora, o choro é meu. E eu peço licença para chorar. O amor que sinto por esse bichinho não anula a minha preocupação com as mazelas do mundo. Pelo contrário. A lealdade que ele demonstra todos os dias, a cada instante, é uma das coisas que me faz ainda acreditar na humanidade, por mais estranho que isso possa aparecer.

Ele pode melhorar, e estamos fazendo de tudo para que isso aconteça. Mas precisava fazer esse registro. Estou triste. Meu cãozinho está doente.