O dia se espatifa: gravidez
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quinta-feira, 15 de março de 2012

Da gravidez e dos pontos de vista


  • Às 33 semanas de gravidez, ainda falta tempo demais para ver o rostinho da minha filha

  • Às 33 semanas de gravidez, falta muito pouco tempo para deixar tudo pronto para a chegada da minha filha



  • Seis meses de licença-maternidade emendados com mais um de férias longe do trabalho e da convivência com os colegas me parece tanto tempo

  • Seis meses de licença-maternidade emendados com mais um de férias me dedicando exclusivamente à minha filha me parece tão pouco tempo



  • Quando entro em lojas de bebês ou coisas parecidas, tenho vontade de comprar tudo

  • Quando entro em lojas de bebês ou coisas parecidas, não consigo ver por que deveria comprar qualquer daquelas coisas



  • Toda vez que me vejo refletida num espelho caminhando feito pata-choca (a esta altura, praticamente uma avestruz-choca), penso que vai ser bom estar sem este peso extra todo daqui a uns meses

  • Toda vez que me vejo refletida num espelho caminhando feito pata-choca (a esta altura, praticamente uma avestruz-choca), penso que vai fazer falta toda a paparicação dedicada às grávidas ;-)


É assim mesmo, ou só eu que sou maluca?

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

O jovem avô que vou ter de ensinar ao meu bebê

Uma das pessoas que mais admirei na infância – e mais senti não ter conhecido – foi o meu avô materno, o "vô Fritz". Sempre olhei com uma certa inveja para os primos que tiveram o privilégio da sua convivência. Foi por meio deles - e dos meus pais, principalmente - que fiquei sabendo um tantão de alguém que foi tão marcante para quem o conheceu.

Infelizmente, vai ser assim também que o/a meu/minha filho/a vai conhecer o homem mais importante da minha vida até eu conhecer o Márcio. Seu Jurandir Antonio Zanon ficou pouco tempo conosco (48 anos no total, 22 como meu pai), mas deixou um legado que me acompanha até hoje.

Meu pai foi um homem interessado pelo mundo, por história, pelo comportamento humano. Foi o meu Google particular durante muito tempo. Foi quem me ensinou a ler, a gostar de cinema, a questionar o porquê de tudo, a buscar meu espaço sem invadir o espaço dos outros.

Sempre bem humorado, com um senso de humor ao mesmo tempo sofisticado e palhaço, deixou como maiores ensinamentos que não é preciso ser sisudo para ser sério e que a sinceridade e a honestidade são o melhor caminho para conseguirmos o que queremos. Mesmo que esse caminho por vezes acabe se mostrando mais longo.

Hoje, no dia em que ele completaria 64 anos - e que eu completo 19 semanas de gravidez -, minha tia Rita , a irmã caçula que ele via como uma espécie de filha mais velha, fez uma homenagem a ele no Facebook, postando uma música de que ele gostava muito. E cuja letra, percebi hoje, diz muito sobre o homem que ele foi.

Saudade, pai. Que pena que não estejas aqui neste momento tão feliz das nossas vidas.