O dia se espatifa: vi
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sábado, 7 de dezembro de 2013

Vos me haces feliz, hacés el mundo brillar

O show do Fito Paez a que assistimos ontem no Araújo Viana foi um dos shows mais intensos que vi nos últimos tempos. Desde o nascimento da Lina, nenhuma manifestação artística (livro, disco, show ou filme) havia conseguido me afastar do caráter monotemático da minha vida de mãe.

Em determinado momento, uma música me encanta. A letra me emociona, e quase no final eu pergunto pro Márcio:

– Margarita é mulher dele?

– Não, é filha.

<3

Margarita

Yo soy tan feliz cuando te despertás 
Vos me haces feliz, hacés el mundo brillar 
Yo me quiero ir a la luna con vos. 

Vos me hacés feliz 
Sabés amar y jugar 
Vos me hacés reír 
Me hacés sentir fugaz 
Yo me quiero ir a la luna con vos. 

Hay que subirse a un caballo con alas 
Y creer fuerte con el corazón 
Y las libélulas amarillas 
Nos abrirán los laberintos que nos lleven al sol 
Yo quiero estar ahí con vos 
Vos me hacés feliz 
Margarita, mi amor 
Vos me hacés reír 

Te hago reír a vos 
Si hay para comer lo dividimos en dos 
Vamos a vivir abrazados, mi amor 

Que viva el mundo y viva la vida 
Vivan las voces y la emoción 
Ésto te quiero dejar, Margarita 
Y que vayas abriendo el mundo como una flor 
Yo voy estar ahí con vos 
Puedo ser feliz 
Me hacés feliz 
Me hacés reír 
Me hacés feliz 
Totalmente feliz.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Yesterday

Textos de jornalistas, reportagens de diversas plataformas, posts, tweets e comentários de Facebook já disseram e mostraram tudo o que poderia ser dito e mostrado sobre o maravilhoso show que o maior dos beatles fez ontem em Porto Alegre. Mas por ter estado lá - e ainda estar sob efeito de toda aquela energia -, achei que precisava registrar um pouco do que senti por aqui. Foram três horas de espetáculo (e a palavra aqui se aplica em todo seu esplendor), mas eu queria muito, muito mais. Eu e todas as milhares de pessoas que custaram a arredar pé do Beira-Rio à meia-noite.

Paul McCartney não é deste mundo. E isso ficou claro ontem. As composições do homem cobrem uma gama de estilos musicais que vai do bolero ao rock pesado. E todos com excelência. Aos 68 anos, Sir Paul deixou a todos embasbacados com a vitalidade e a simpatia que esbanjou em cima do palco. Homenageou o John - meu quarto beatle preferido - e o George - o segundo, antes de Ringo. Something foi qualquer coisa de especial. A lembrança de George Harrison e a interpretação perfeita da banda de Macca me levaram as lágrimas pela primeira vez.

O choro veio forte com Yesterday, apesar de ela não estar entre as minhas canções preferidas. É que foi Yesterday a música que me introduziu ao maravilhoso mundo dos besouros de Liverpool. Era a favorita do meu pai, de quem herdei a coleção de fitas cassete com a discografia quase completa dos Beatles.

Os primeiros acordes de Eleanor Rigby foram catárticos. Foi naquele instante que me dei conta de que nunca mais - eu disse nunca - qualquer outro show seria capaz de superar aquilo tudo. Talvez apenas outro do próprio Paul, mas então não mais favorecido pelo fator "primeira vez".

Apesar do repertório (muito bem) escolhido a dedo, faltou muita coisa. Faltou, por exemplo, For No One, a música que inspirou o título original deste blog em 2003: The Day Breaks. E faltou Fool on the Hill. Mas esteve lá Live and Let Die, numa versão explosiva e impecável.

Sir Paul, many thanks indeed!

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Quando gênios se encontram

Meu filme preferido em toda a vida: Era uma vez na América, do Sergio Leone. Com Robert de Niro. Trilha sonora do mestre Ennio Morricone. Hoje, numa sessão nostalgia por e-mail, minha querida Tia Rita me fez lembrar deste filme lindo. E desta música igualmente belíssima. Um encontro de gênios que marcou a minha adolescência e que vi mais vezes até do que O Poderoso Chefão.



[youtube http://www.youtube.com/watch?v=28iIvH4ezU4&fs=1&hl=pt_BR]

quarta-feira, 21 de julho de 2010

tom cruise + cameron diaz = eu ri

O roteiro é fraco e cheio de furos. As interpretações, canastras. Os diálogos, pra lá de clichês. E o Tom Cruise, bem, o Tom Cruise é o Tom Cruise - o que quer que isso signifique para o querido leitor. Mas, vai por mim, esquece a cientologia e toda a maluquice que a criatura faz com a pobre Suri (a começar pelo nome, por Deus) e te atira no Knight and Day - ou Encontro Explosivo, como queiram. Eu ri.



Acabo de voltar do cinema, onde caí de pára-quedas, sem saber xongas sobre o filme (não leio resenhas antes de ver ou ler blablabá, vocês conhecem a doida) escolhendo pelo horário e o espírito de "preciso me desligar do mundo".











O casal Tom Cruise e Cameron Diaz parece ter se divertido fazendo o filme, e a gente se diverte vendo aquele monte de cena "se é possível" emendada uma na outra. A Cameron? Eu ADORO que ela seja linda mesmo com acne e pareça ter os 37 anos que tem. E, cá entre nós, meninas, o Tom Cruise da tela em certos momentos lembra o bonitinho divertidíssimo de Negócio Arriscado. Parece até saber rir de si mesmo.









segunda-feira, 15 de março de 2010

Três autores em três filmes num final de semana

Alain de Botton, Dave Eggers e Nick Hornby estão entre os escritores cujos livros já me divertiram e encantaram em algum momento da vida. Os três se encontraram no meu final de semana numa feliz coincidência, e não foi em páginas de livros, mas nas telas do cinema e da TV lá de casa.



Primeiro foi o querido e melancólico Away we go, com roteiro do Dave Eggers e da mulher dele, Vendela Vida, e do Sam Mendes - que, fiquei sabendo hoje, se separou da chata de galochas da Kate Winslet. Belo road movie, com o fofo do John Krasinski. Depois, fui ao cinema ver Educação. Bacana o filme, mas estava esperando bem mais. O roteiro? Do Nick Hornby. E, não, o Alain de Botton não escreveu o roteiro do terceiro filme do fim de semana. Mas o livro A Arquitetura da Felicidade aparece em duas cenas do surpreendente - embora muita gente já tivesse me falado bem dele - 500 days of Summer.



Ficam as dicas ;-)

sábado, 15 de agosto de 2009

Novas diretrizes no cinema

Não tem gente indo ao cinema para ver ópera? Pois ontem fomos ao cinema e vimos teatro da melhor qualidade. Tempos de paz é a versão cinematográfica da peça Novas diretrizes em tempos de paz, de Bosco Brasil, que fazia muito sucesso em São Paulo quando morávamos lá e lançou Dan Stulbach para a fama. Na época, não vimos a peça. Hoje vejo que foi uma pena.

O filme é emocionante, mostrando de novo que Tony Ramos é um dos maiores atores brasileiros. O que, entre nós, torna cada vez mais incompreensível a presença dele na atual coisa medonha da Glória Perez.

domingo, 9 de agosto de 2009

Se você quer cantar...

Então que, em homenagem ao John Hughes, eu queria pegar um filme adolescente na locadora. Escolhi um com o Robert Downey Jr. na prateleira de comédia. O nome do filme, Charlie Bartlett, e a capa do DVD levavam a pensar num Curtindo a vida adoidado do terceiro milênio. O filme é uma graça. Não tem nada de comédia boba e, em alguns aspectos, lembra o delicioso Ensina-me a viver. A sensação virou certeza quando ouvi a linda música do Cat Stevens no meio da história. Daí fiquei com ela na cabeça, e a vontade de começar a semana dividindo o astral do hoje Yusuf Islam com quem passasse por aqui.

Primeiro na voz da Ruth Gordon...





... e depois na clássica cena final...





Boa semana!

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Jogando convicções no lixo

Durante o show do João Bosco, na sexta - sobre o qual o Márcio escreveu para a  Zero Hora de ontem -, tuitei duas observações rabugentas, de quem estava achando o show comprido demais.
Abaixo o bis compulsório! Ô coisa irritante #show 10:47 PM Jul 31st from sms2blog

Pior só quem pede música... #show 10:48 PM Jul 31st from sms2blog



Pois ontem a pessoa aqui foi obrigada a engolir o azedume das observações suprarreproduzidas e se viu torcendo pela volta do Boca Livre ao palco depois do final oficial do show para um bis compulsório e - o cúmulo dos cúmulos - me juntei ao coro dos que pediam pela música abaixo.








Donde se conclui que eu curto João Bosco, mas gosto mesmo é do Boca Livre.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Alívio

A melhor coisa do último capítulo de Paraíso Tropical não foi nem a atuação do Wagner Moura e do Bruno Gagliasso na hora da revelação do crime. A melhor coisa do último capítulo foi o significado por trás dele.

O fato de uma novela do Gilberto Braga ter chegado ao fim quer dizer que durante pelo menos três novelas das 9 (um Agnaldo Silva cheio de personagens gritões e inverossímeis, uma Glória Peres sem comentários e um Manoel Carlos que anda escrevendo feito Glória Peres), estou LIVRE do mundo noveleiro.

E isso é bom demais. Melhor até do que novela boa do Gilberto Braga.

*

Aliás, o que é de bom esse Wagner Moura? Digamos que se eu tivesse visto Tropa de Elite no fim de semana, teria achado fantástica a atuação dele. Ainda mais se considerarmos a consistência de boas atuações dele nos divertidos Deus é Brasileiro e Saneamento Básico e no pesado Cidade Baixa.

domingo, 30 de setembro de 2007

Vale ver...

Na noite em que fez 12 anos da primeira vez em que o Márcio e eu ficamos juntos pela primeira vez, vimos o lindo show do Nico Nicolaiewsky no Theatro São Pedro. Acabamos de chegar em casa.

Tem outra sessão do espetáculo neste domingo. Talvez ainda haja ingresso. Vale a pena ir.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Sim, eu vi muita TV no domingo

  • Momento "so shoot me, gostei": impagável a dança do siri do Galvão Bueno no Pânico.
  • Momento "quero ser assim na outra vida": o que é a elegância da maravilhosa Helen Mirren? Troféu ponto altíssimo da estranhíssima entrega dos prêmios Emmy – quequeparecia aquele palco?
  • Momento "filme que eu devia ter visto antes, mas acabei vendo sem querer no Telecine e fui dormir mais tarde do que queria": Transamérica é duca!
O melhor: com exceção do filme, as outras coisas foram vistas comigo aproveitando os intervalos para traduzir com o meu indefectível notebook.

Boa semana!

domingo, 16 de setembro de 2007

Sabadão em casa

Eu já tinha falado aqui que sempre que Bar Esperança passa na TV, a gente assiste de novo. E é bom demais. Neste sábado à noite, depois de ver The Good German – não me perguntem, ainda não sei o que achei –, pegamos uma reprise do filme do Hugo Carvana no Canal Brasil. E ficamos acordados até agora revendo pela zilionésima vez.

Mais cedo, no capítulo da novela – lembram que só assisto às do Gilberto Braga? –, o mesmo Carvana e o Tony Ramos deram um show. Fossem eles atores americanos, não estariam fazendo novela, mas filmaços.

Azar, gostei.

*

Aliás, a melhor coisa de a novela estar chegando ao fim, é que vai levar um bom tempo pra eu voltar a ver novela de novo. Pelo menos até ter mais uma "do hômi".

Aliás 2, por que será que as mocinhas das novelas são sempre as personagens mais chatas?

domingo, 12 de agosto de 2007

Uma voz

A voz de Olivia Byington foi uma das muitas coisas bacanas a que o Márcio me apresentou nesta vida. Há pouco tive o privilégio de ouvi-la de perto pela primeira vez, no show lindo que ela está fazendo em Porto Alegre. Chorei e ri. E me dei conta de que a voz dessa mulher não é desse mundo.

*

Talvez ainda dê tempo de ver. Ela se apresenta de novo neste domingo no Studio Clio – em cujo site ela é creditada como "docente". Mas, vá lá, o que ela faz no palco pode até ser considerado uma aula mesmo.

;-)

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Frio 2

Mais dois filmes para encerrar o fim de semana encerrados em casa: o curioso Stranger than Fiction e o Woody Allen de Scoop.

domingo, 29 de julho de 2007

Frio

Em Porto Alegre faz muito frio. E em vez de sair, achamos por bem ficar em casa à noite e ver, afinal, O Último Rei da Escócia. Oscar é pouco para a atuação do sempre excelente Forest Whitaker.

Para contrabalançar o peso da história, uma comediazinha de 2002 baseada em Oscar Wilde: The Importance of Being Earnest.

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Das coisas que se descobre com o tempo

Neste fim de semana descobri uma coisa que, imagino, só a idade seja capaz de nos dar. Manhattan sempre foi um dos (muitos) filmes que eu levaria para uma ilha deserta. Lembrava de ter gostado muito quando vi, mas, no domingo, notei que não me lembrava por que gostava dele.

Tirando a cena de abertura (com a grandiosa Rhapsody in Blue e o off do Woody Allen) e o trecho do Planetário, não lembrava de coisa alguma. E, caramba, que filme bom! Com isso, percebi que o tempo faz a gente esquecer mesmo as coisas boas (lá se vão 17 anos desde que vi Manhattan pela primeira – e única vez) e que ver um filme uma vez apenas não basta para nos lembrarmos de detalhes, por mais excelentes que sejam esses detalhes.

O melhor da (óbvia) descoberta foi me dar conta perceber quantos filmes excelentes eu posso (re)ver sem medo de sentir tédio.

domingo, 20 de maio de 2007

Everybody just pretend to be normal, ok?

Com um atraso vergonhoso, digo, afinal, que Little Miss Sunshine foi um dos melhores filmes que já vi. Por todos os motivos que todo mundo já sabe e, no meu caso, pelo final em que chorei e ri na mesma intensidade, a frase do título deste post e a kombi, principalmente depois do defeito na buzina.

*

Fim de semana teve também Plano Perfeito, mais uma boa joint do Spike Lee, e o peguei-porque-precisava-não-pensar-um-pouco-não-encha Uma Noite no Museu.

quarta-feira, 2 de maio de 2007

(Pseudo) Festival Woody Allen

  1. Amigas com dinheiro, com Jennifer Aniston, Catherine Keener, Frances McDormand e Joan Cusack. Um sub Woody Allen com uma bela Frances McDormand. Melhor esperar passar na TV paga.
  2. Match Point. Um Woody Allen honesto. Vale o aluguel.
  3. Because I Said So, porque me nego a usar o ridículo título em português (Minha mãe quer que eu case), com a melhor das musas do Woody Allen. É engraçadinho, mas se a grana está curta, dá para esperar sair em DVD.
Todos no feriado.

quinta-feira, 26 de abril de 2007

Azar, eu gosto

Graças a Deus por Gilberto Braga. Depois que o Manoel Carlos, meu segundo autor preferido, escreveu uma novela de Glória Perez, que não vejo nem amarrada, eu achava que nunca mais iria assistir a uma novela na vida (sou noveleira tardia, mas curto, fazeroquê). Eis que começa Paraíso Tropical, e eu fico meio assim sem paciência pra essas histórias de gêmea má e gêmea boa e amores verdadeiros cheios de desencontros e personagens ouvindo atrás das portas...

Mas a coisa estava melhorando, e num crescendo. Hoje, o homem deu uma aula: a cena do Tony Ramos testando o chef metido a besta com todo o staff do hotel de platéia foi impagável. Mais "se é possível"(*) impossível, mas beeeeem divertido.

(*) Aquele tipo de cena cuja verossimilhança é tão baixa que a criatura não consegue assistir sem pensar ou sussurrar um "se é possível..." ;-)

segunda-feira, 16 de abril de 2007

Grata surpresa

Nem tanta surpresa assim, porque admito que fui predisposta a gostar. Mas o show da Sandy neste domingo, no Teatro do Sesi, teve mais do que boas intenções. Repertório muito bem escolhido – com muitos standards "lado B", em vez apenas dos confirmados, como eu esperava –, banda bacana – com arranjos criativos, em vez de uma aposta do feijão com arroz, como eu esperava – e poucos deslizes à Celine Dion, que, apesar da boa vontade, eu também esperava. Sem contar que ela fez direitinho a lição de casa no quesito gestual.

Já o público... Devo confessar que fiquei com pena das criancinhas – algumas levando flores que deixavam no palco, como que fazendo uma oferenda a uma espécie de iemanjá pop – que devem ter achado o show todo um porre. Tinha bastante gente que parece ter decidido ir depois de saber das intenções da filha do Xororó e acho que não devem ter se decepcionado. Agora, com pena mesmo fiquei dos preconceituosos, de que o Paulo Roberto Pires falou dias atrás. Perderam um belo show com belas músicas bem interpretadas. Perfeito para um fim de tarde de domingo.