Tenho uma relação complicada com pronomes, devo admitir. Tenho pavor de
próclise no começo de frase. Ao mesmo tempo, acho a
ênclise besta demais na maior parte das vezes. Principalmente quando usada depois de "que" ou "não", que, além de tudo, é errado. A solução? Mudar sempre que possível a estrutura da frase. Dá um certo trabalho, mas pelo menos durmo tranqüila.
Já
mesóclise é outra história. Mesóclise para mim é tudo. Nunca uso, claro. Mas achei o máximo
quando pude usar.
* O comentário acima foi inspirado pela releitura do necessário
What língua is esta?, do Sérgio Rodrigues, que tive o prazer de conhecer nas férias. Tal qual o
Riq, ele tem um talento imenso para falar da língua sem ranço algum e com refinado senso de humor.
A viagem dele, porém, é um pouco diferente da do amigo virtual publicitário, turista profissional e colorado. É na literatura (que também faz) que o Sérgio busca inspiração para fazer o
Todo Prosa, no
no mínimo, onde também comanda as picapes do
A palavra é....
Hoje fiquei sabendo que ele anda passando por aqui. Como sempre que fico sabendo que alguém que respeito passa por aqui, fiquei com um pouco de vergonha. Principalmente porque a carapuça de "ególatra e onfalocêntrica" – das palavras do mestre Sérgio Augusto citado ali embaixo – tinha me servido direitinho.