O dia se espatifa: li
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quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Cadê o livro?

Não sou uma acadêmica. Uma vez tentei ser, mas fui conquistada pela realidade.
A frase não é minha, ainda que pudesse ser, mas da escritora norueguesa Åsne Seierstad, a quem assisti hoje no Fronteiras do Pensamento. A palestra foi bacana – seguida por uma divertida e interessante participação do Moacyr Scliar –, mas o que me impressionou mesmo foi a beleza dela. Que mulher linda!

Saí de lá com vontade de ler O Livreiro de Cabul, que andou passeando pela minha cabeceira até eu desistir e achar que nunca leria. Agora preciso recuperá-lo, onde quer que ele tenha ido parar.

sábado, 20 de outubro de 2007

Rapidinha

Só passei por aqui para confirmar o que muita gente boa já disse: Na Praia, do Ian McEwan é lindo, lindo. Leia.

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Da complicação de ser simples

A simplicidade felizmente está com tudo. Daqui a pouco, vai ser mais um daqueles assuntos sobre o qual ninguém mais vai agüentar ouvir falar. Fãzoca que sou do blog dele, resolvi ler o livro.

As Leis da Simplicidade, de John Maeda, é uma delícia de aula. Precisa. Necessária.

Simplesmente leia.

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

domingo, 12 de agosto de 2007

Do humor como arma

Então eu acabei de ler o livro que comecei na viagem a Sampa. Bill Bryson é sempre muito divertido. No caso de Vida e Época de Kid Trovão (tradução de Bruno Gomide), ele ainda por cima dá uma aula de visão irônica sobre a própria realidade. Mais uma prova para a minha batida tese de que a melhor maneira de ser um ser humano sério é saber não se levar a sério.

Sem tempo de escrever mais sobre o assunto, deixo a dica de leitura.

*

Sim, o caro leitor tem razão, é incrível, o mesmo Bill Bryson segue ali na coluna da esquerda, com o interminável Breve História de Quase Tudo. Mas eu sou teimosa. Um dia acabo o dito.

terça-feira, 26 de junho de 2007

Absolutamente bom

Eu nem devia estar aqui, porque estou correndo atrás de prazos, para variar, mas não quero esperar muito mais para dizer a quem me honra: leia Extremely Loud and Incredibly Close, do Jonathan Safran Foer, de quem já falei aqui.

O livro estava me olhando desde que ganhei do Márcio, no aniversário do ano passado, quando ainda não tinha saído a tradução Extremamente Alto & Incrivelmente Perto que o querido Daniel Galera fez para a Rocco. A descrição do bombardeio de Dresden é uma das cenas mais emocionantes que li nos últimos tempos. Quando der, desenvolvo. Por enquanto, vão lendo, vão.

terça-feira, 15 de maio de 2007

Para gostar de ler

Nunca entendi aquela série da Ática que nos obrigavam a ler no colégio. Mesmo pré-adolescente já achava pretensiosa demais a intenção de, com uma coleção de textos de autores consagrados, uma editora fazer alguém gostar de ler. Talvez a incompreensão se devesse ao fato de que gostar de ler, para mim, era como gostar de respirar. Não havia escolha.

Pois depois de terminar ontem As Penas do Ofício, do Sérgio Augusto, vi que alguns textos – como os dele – são, sim, capazes de conquistar novos leitores. Eu, pelo menos, saí da leitura uma leitora muito mais ávida, com uma lista enorme de novos títulos. É verdade que também me percebi ávida de muito mais coisas.

Porque o Sérgio faz isso: ele nos apresenta para tantas formas de arte e tantas manifestações culturais diferentes de um jeito tão saboroso, fluente e preciso que acabamos percebendo como estamos perdendo sem ler, ver, ouvir muito mais daquilo tudo de que ele fala. E ao escrever com elegância sem abrir mão da simplicidade, ele prova que conteúdo e inteligibilidade podem andar juntas. "Basta" que haja talento.

terça-feira, 17 de abril de 2007

Recomeindo

Terminei ontem As Sementes de Flowerville, do Sérgio Rodrigues. Um verdadeiro soco no estômago. E digo isso como elogio. O defeito do livro: por enquanto, é o único romance dele. E para quem já leu O Homem que Matou o Escritor, resta encher as caixas de comentários do Todoprosa pedindo bis.

segunda-feira, 9 de abril de 2007

Pacotão de Páscoa

  • Os dois de feriado, num caso raro, mas ninguém quis sair de Porto Alegre. Desde janeiro, é a primeira vez que a casa não tem nada fora do lugar. Ou, pelo menos, quase nada.

  • Cinco refeições preparadas em casa com o maior cuidado (e deu tudo muito certo): Bacalhau à Brás e Fusilli com molho de gorgonzola na sexta, risotos de cogumelos e frango, bacon e ervilha no almoço com bolinhos de resto de risoto na janta do sábado e cappelini com molho de carne e agrião no almoço de domingo. À noite, demos uma escapada para um café no Media Luna com amigos.

  • Dois oscarizados deste ano: Os Infiltrados (Scorsese com cara de Scorsese, logo, muito, muito bom) e o fofo Happy Feet, com uma trilha sonora das mais bacanas.

  • Furando a fila dos livros de novo, entrou Um Homem Sem Pátria, com tradução do Roberto Muggiati, mais uma lição de lucidez com senso de humor do mestre Kurt Vonnegut.

domingo, 1 de abril de 2007

Furando a fila

Eu estou efetivamente lendo os quatro livros ali do lado. Simultaneamente. O que quer dizer que provavelmente ainda vá demorar um bom tempo para terminar algum deles.

Eis que na semana passada um pequenininho furou a fila, desviou a minha atenção dos outros por três dias, e não decepcionou: Meu pescoço é um horror é a cara do que eu imagino ser a Nora Ephron, minha ídala e absoluta roteirista de Harry & Sally e Heartburn e diretora, entroutros, do You've Got Mail.

sábado, 24 de março de 2007

Inspirada pelo belo texto de apresentação que o Sérgio Augusto fez para Jazz, Samba e Outras Notas, coletânea de textos do Lúcio Rangel organizada por ele, peguei para ver Boêmio Encantador, filme de 1938, com Cary Grant e Katharine Hepburn, dirigidos por George Cukor.

segunda-feira, 5 de março de 2007

O Homem que Matou o Escritor, do Sérgio Rodrigues. Gostei muito. E isso que sou mais uma mulher de romances do que de contos...

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

A partir de agora, na categoria "li", vou listar os livros que (adivinhem) for lendo. Nem sempre farei comentários. O que não quer dizer nada. Nem que gostei, nem que não gostei. É só para eu manter uma lista mais ou menos organizada...

E só botarei o que li de cabo a rabo. Coisas largadas pela metade não serão registradas. As traduções não contam. Elas ficam aqui.

Entre os últimos que não registrei:

sábado, 10 de fevereiro de 2007

Para ler no Carnaval

Aqueles dois livros ali na coluna da esquerda estão paradinhos, me olhando, enquanto eu devoro volumes menores aleatoriamente. O processo volta de férias somado a uma reforma da casa não estão me deixando com capacidade de concentração suficiente para qualquer volume com mais de 200 páginas. Com isso, li de duas deitadas o Dez Quase Amores da fofa da Cláudia Tajes que ganhei de amigo secreto no Natal.

Se você é um dos que, como eu, ainda não tinha lido esses contos mais do que divertidos, pode ir se mexendo, porque vale a pena. Bem escrito e despretensioso. Vale bem mais do que os 22 pilinhas que ele está custando no Submarino, com frete grátis.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

Dos pronomes e das leituras necessárias

Tenho uma relação complicada com pronomes, devo admitir. Tenho pavor de próclise no começo de frase. Ao mesmo tempo, acho a ênclise besta demais na maior parte das vezes. Principalmente quando usada depois de "que" ou "não", que, além de tudo, é errado. A solução? Mudar sempre que possível a estrutura da frase. Dá um certo trabalho, mas pelo menos durmo tranqüila.

mesóclise é outra história. Mesóclise para mim é tudo. Nunca uso, claro. Mas achei o máximo quando pude usar.

*

O comentário acima foi inspirado pela releitura do necessário What língua is esta?, do Sérgio Rodrigues, que tive o prazer de conhecer nas férias. Tal qual o Riq, ele tem um talento imenso para falar da língua sem ranço algum e com refinado senso de humor.

A viagem dele, porém, é um pouco diferente da do amigo virtual publicitário, turista profissional e colorado. É na literatura (que também faz) que o Sérgio busca inspiração para fazer o Todo Prosa, no no mínimo, onde também comanda as picapes do A palavra é....

Hoje fiquei sabendo que ele anda passando por aqui. Como sempre que fico sabendo que alguém que respeito passa por aqui, fiquei com um pouco de vergonha. Principalmente porque a carapuça de "ególatra e onfalocêntrica" – das palavras do mestre Sérgio Augusto citado ali embaixo – tinha me servido direitinho.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2006

Atualizando a correria

Márcio já é conselheiro do Inter. Agora sou mulher de cartola. O que quer que isso possa querer dizer. Vimos quatro episódios de Malu Mulher, que compramos no fim de semana. Acabei Devagar, desacelerando um pouco mais o que está em processo de desaceleração há um bom tempo. Depois de muito tempo ser ouvir um CD que me emocionasse, em dois dias ouvi dois: Love, o rearranjo dos Beatles pelo gênio George Martin com ajuda do filho, e o novo Cat Stevens, ou melhor, Yusuf Islam, An other cup. No mais, vamos indo. Falta comprar praticamente todos os presentes. São poucos, mas precisam de tempo para serem comprados. Como a grana é curta, o carinho e o cuidado precisam ser redobrados na hora da escolha.