segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Yesterday
Paul McCartney não é deste mundo. E isso ficou claro ontem. As composições do homem cobrem uma gama de estilos musicais que vai do bolero ao rock pesado. E todos com excelência. Aos 68 anos, Sir Paul deixou a todos embasbacados com a vitalidade e a simpatia que esbanjou em cima do palco. Homenageou o John - meu quarto beatle preferido - e o George - o segundo, antes de Ringo. Something foi qualquer coisa de especial. A lembrança de George Harrison e a interpretação perfeita da banda de Macca me levaram as lágrimas pela primeira vez.
O choro veio forte com Yesterday, apesar de ela não estar entre as minhas canções preferidas. É que foi Yesterday a música que me introduziu ao maravilhoso mundo dos besouros de Liverpool. Era a favorita do meu pai, de quem herdei a coleção de fitas cassete com a discografia quase completa dos Beatles.
Os primeiros acordes de Eleanor Rigby foram catárticos. Foi naquele instante que me dei conta de que nunca mais - eu disse nunca - qualquer outro show seria capaz de superar aquilo tudo. Talvez apenas outro do próprio Paul, mas então não mais favorecido pelo fator "primeira vez".
Apesar do repertório (muito bem) escolhido a dedo, faltou muita coisa. Faltou, por exemplo, For No One, a música que inspirou o título original deste blog em 2003: The Day Breaks. E faltou Fool on the Hill. Mas esteve lá Live and Let Die, numa versão explosiva e impecável.
Sir Paul, many thanks indeed!
domingo, 24 de outubro de 2010
A vida é confusão, mas é duca
De manhã, teve café da manhã de despedida com os queridos cariocas Bernardo e Roberta, que hospedamos em casa desde quinta. Depois, um passeio pela Redenção, onde conferimos a feira de troca de livros promovida pela CLL e eu, depois de muitos anos, desfilei ostentando adesivos que declaravam meu voto a presidente. No almoço, estivemos entre os felizes comensais da feijoada feita pelo Felipe, na agradável companhia de Pedro, Mari e cia. À tarde, um pouco de trabalho, que não faz mal a ninguém, e uns minutinhos de descanso antes de partir para o ponto alto do final de semana.
Ao lado de um trio formado por mãe, tia e prima, assisti ao belíssimo espetáculo que encantou as centenas de pessoas que lotaram o teatro da reitoria da UFRGS. Nico Nicolaiewsky e Fernanda Takai eram os convidados especiais do Concertos Dana, com a orquestra da Ulbra, regida por Tiago Flores e participação especial do Pedro Verissimo.O show teve direito a bis improvisado - um verdadeiro luxo, em tempos em que o bis já costuma estar no programa. Os três - Nico, Fernanda e Pedro - fizeram uma linda repetição de uma das músicas de que eu mais gosto do CD Onde está o amor, do Nico: A vida é confusão.
domingo, 6 de junho de 2010
Comer, beber, passear: da beleza da vidinha besta
Fazer planos é muito bom. Fundamental, até. Comprar uma casa nova. Ter um filho. Viajar. Fazer um mestrado. São todos objetivos muito nobres e relevantes, mas, ao fim e ao cabo, é de finais de semana como este que começa a chegar ao fim que é feita a vida. De uma sucessão de pequenos momentos agradáveis e iluminados que acabam por produzir a maior parte da nossa existência. De cenas e diálogos que muitíssimo provavelmente não constariam dos filmes que contariam as nossas vidas. Na falta, portanto, de algo emocionante para encher os pixels que me cabem neste latifúndio, compartilho com os queridos 17 os lugares e links e atividades das últimas 36 horas, num legítimo representante dos posts "who cares?" que grassam no ciberespaço.
O sábado começou meio encoberto na zona sul de Porto Alegre, o que adiou o despertar originalmente planejado para as 8h para as 9h. Perto das 10, Márcio, Bubi e eu saímos rumo ao já tradicional café da manhã com clima carioca na padaria Bassani, onde o atendimento é sempre dos mais queridos, o que ajuda a começar o dia com bom humor. Dois cortados, dois sanduíches farroupilha (manteiga, presunto e queijo) e um suco de laranja depois, caminhada pela Vila Assunção com o cusco.
Em seguida, um pit-stop no Costi para comprar cervejas, vinhos, azeites, patês e outros itens essenciais. Próxima parada: o sempre surpreendente Mercado Público. Almoço no Gambrinus sem invenção no pedido: pãozinho com manteiga, caipirinha de cachaça, linguado grelhado com batata a vapor e molho de manteiga e alcaparras e salada de frutas com nata batida da Banca 40 de sobremesa. Café e chá na Casa de Pelotas, com vista para a prefeitura. Antes de seguir viagem, compras de "víveres". Muitos. Garantindo tranquilamente o estoque de frios, pão, frutas e quetais pelos próximos dias.
Com sede - e um dia lindo, lindo -, decidimos dar uma caminhada pelo Moinhos de Vento e tomar um suco antes de voltar para casa e ver o excelente e impressionante A Onda, dica quentíssima do querido Pedro Gonzaga, depois de consumir parte das delícias adquiridas à tarde (azeitonas gregas, pistache, copa e queijo entroutras).
O domingo já acordou ensolarado, convidando a uma caminhada de uma hora pela orla do Guaíba (que hoje chamam lago e para mim sempre será rio). E depois? Almoço em família na Pastoriza, café e conversa em casa com as deliciosas tortas do Machry, e leitura da Casa & Jardim que chegou hoje - porque fazer planos também faz parte da rotina.
E foi isso. Agora, baterias recarregadas, escrevo este postezinho básico para ficar de registro antes de começar a trabalhar na tradução em curso enquanto entreouço as "emoções" dos jogos da dupla Gre-Nal no Brasileirão.
Não sei quanto a vocês, mas eu curto esta vidinha besta.
Boa semana a todos :-)
sábado, 17 de abril de 2010
Segurando as raízes no lugar
A reportagem especial da Zero Hora de hoje fala sobre "o valor de quem fica no Sul". Daí lembrei que no ano passado eu tinha escrito um post argumentando justamente por que ficar em Porto Alegre. Relendo meu post oito meses depois, vi que sigo pensando da mesma maneira. E me dei conta de que ficar é mais do que um ato de acomodação e escolha pelo mais confortável. Ficar é um ato de perseverança, de vontade de evitar que o Rio Grande do Sul acabe repetindo o querido Uruguai - com mais gente morando fora do que lá.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Então eu fui à feira...
... e estou há horas (na verdade mais de 24) pensando no que escrever sobre isso, já que o blog está vinculado no site especial sobre a Feira do Livro do clicRBS.
Só que eu não sei o que dizer.
A não ser que saí de lá decepcionada. Mais do que o normal. Porque a minha querida Feira do Livro virou definitivamente um evento gigantesco que se parece com uma grande livraria de aeroporto. Que só tem best-seller e livro de auto-ajuda. Que tem um milhão e meio de palestras que confundem qualquer cristão sobre a sua relevância ou sua importância. Que mistura autores consagrados com autores autopublicados que não têm a menor chance de serem consagrados. Que tem uma praça de alimentação que parece a praça de alimentação de um shopping center, só que sem o ar condicionado - ou seja, cadê a vantagem?
Eu ainda não sei se foi a feira que perdeu a graça ou se fui eu que perdi a paciência. Só sei que a feira pode ser de qualquer coisa, inclusive de livro, mas não muito de literatura. Nem para encontrar os amigos funciona direito, já que essa sensação parece estar se replicando entre os amigos leitores.
Me dói dizer isso, porque eu adoro Porto Alegre e adoro o conceito da feira, a ideia da feira, a história que eu vivi da feira.
Sei lá, bodeei.
Amanhã irei novamente. Talvez seja o efeito do final de semana. Vejamos.
Como disse há pouco no Twitter: a feira tem que ser menos livraria de aeroporto e mais sebo, ter menos palestras e mais encontros interessantes com escritores idem.
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Vergonha suprema, ainda não fui à feira
Estamos na melhor época do ano para viver em Porto Alegre. É primavera. E tem feira do livro. Lugar comum. Tanto quanto dizer que os jacarandás em flor recebem lindamente os visitantes na Praça da Alfândega, no centro da cidade. Lugar comum, mas absolutamente verdade.
Passei a sexta passada pensando não apenas na hora em que o feriadão começaria, mas na hora em que poria pela primeira vez os pés na 55ª edição desse orgulho porto-alegrense. "A maior feira da América Latina", ou coisa que o valha. Não rolou. Quem estava em Porto Alegre sabe do calorão que tomou conta da cidade.
Sábado, domingo e ontem também não deu pra ir. Era muito calor. E era feriado. E qualquer fã da feira sabe que fim de semana e feriado na Feira do Livro é pior do que véspera de Natal ou de Dia das Mães em shopping. Até aí tudo bem, ninguém é obrigado a ir à feira.
Só que na sexta eu me comprometi com a Fabiane Echel, responsável pelo site da cobertura do evento no clicRBS, editado pelo Danilo Fantinel, que ela podia manter o meu blog lá dentro. Que eu escreveria sobre a feira, sim.
Depois dessa demonstração de covardia diante do calor, será que ainda mereço fazer parte desse seleto time? Eles ao menos não se abateram com o calor e já estiveram por lá. Várias vezes, no caso do Carlos André Moreira, do Mundo Livro.
E você, já foi à feira?
domingo, 4 de outubro de 2009
Prefácio das férias
Três semanas vão ser tempo suficiente para ter saudade do trabalho. Assim ao menos espero. E o começo foi promissor.
O sábado teve almoço no Don Nicola, sorvete na Argento e conversa e passeio com amigos pelas ruas do Moinhos de Vento e do Bom Fim - terminando num café na Palavraria. Direito a polêmica de leve sobre o caso Polanski. O jantar foi em casa, com baguete da Barbarella. Filmezinho despretensioso e bacana no DVD: De bem com a vida, com a Vanessa Redgrave (peguei só por causa dela).
Domingo lindo de sol. Almoço com um bando de amigos n'A Cantina - destaque para o caminho de ida e volta as carnes de avestruz e jacaré e para os filés de linguado. Fim de tarde na Cidade Baixa chez Thais e Marcelo com torta Chajá da Barcelona, café e jogo de adivinhação.
Teve também uma polêmica discussão: as Melissas de hoje em dia não dão mesmo chulé como apregoam as vendedoras - e muitas fãs dos calçados de plástico? Eu própria não consegui comprar nenhuma na vida adulta só pela lembrança do aroma da infância...
Digam o que quiserem... é boa essa vidinha besta.
domingo, 30 de agosto de 2009
Por que ficar em Porto Alegre?
Faz ao menos dois anos - desde que abri mão de um emprego de sonho por achar que não valia a pena sair daqui - que eu me faço esta pergunta quase que diariamente. Ainda mais agora, com dois grandes amigos se bandeando para São Paulo, repetindo o trajeto que meu pai fez conosco em 1980, e o Márcio e eu fizemos em 2001. É uma pergunta plausível, já que não podemos deixar de levar em consideração o oceano de oportunidades profissionais que, na comparação, São Paulo evidentemente oferece para quem escolheu a comunicação como meio de ganhar a vida - algo que o Márcio e eu fomos doidos o bastante para fazer. O fato é que ao me perguntar "por que ficar em Porto Alegre", quase sempre encontro muitas respostas. Elas quase nunca parecem suficientes, mas via de regra justificam a resistência em ir embora.
A Porto Alegre que vivo no cotidiano não tem trânsito caótico, já que moro na Zona Sul e não trabalho necessariamente nos horários de pico - exceção agora às quintas à noite, quando preciso ir à Unisinos, em São Leopoldo, e levo uma hora e meia para percorrer um trajeto de pouco mais de 40 quilômetros, o que ainda não me parece assim tão absurdo depois do ano e meio passado em São Paulo entre 2001 e 2003. A minha Porto Alegre tem uma vista diária do Guaíba, a partir da sacada do meu quarto ou da vaga em que estaciono o carro no meu condomínio. Tem também os cafés que frequento que não pertencem a uma grande rede de franquia e têm cada um a sua especificidade - e proprietários que nos conhecem pelo nome e sabem o que a gente quer.
A minha cidade tem um centro tido por muitos como medonho, mas onde sou capaz de encontrar pequenos oásis de cultura e gastronomia que amenizam o choque da pobreza inevitável dos centros de cidade que não passaram ainda por um projeto eficaz de revitalização. Mais do que tudo, a província tem um céu azul que segue azul até o horizonte. Ah, sim, e tem horizonte também. Porque tem um rio - que agora virou lago, mas para mim seguirá sendo rio - que nos permite ter um pôr-do-sol bem bacana.
A Porto Alegre da qual não quero sair tem boa oferta cultural - entre livrarias, teatros e cinemas -, além de banda larga e tv por assinatura, que me permitem estar totalmente inserida na tal da aldeia global. Em termos gastronômicos, tem restaurantes razoáveis e, de uns tempos para cá, pouquíssimos são os ingredientes impossíveis de se encontrar. Virou moda em São Paulo? Pode contar que já está em alguma das delicatessens locais. Ou no mercado público.
Como cereja do bolo, a cidade tem a minha família, além de bons e queridos amigos. E um aeroporto com voos que me levam, em menos de duas horas de viagem, a cidades incríveis como Buenos Aires, São Paulo, Rio de Janeiro, Florianópolis, Montevidéu. De carro, estou a duas horas de Gramado e Canela e seus deliciosos restaurantes, a pouco mais do que isso de um paraíso como Itaimbezinho e a pouco mais de duas horas de praias bacanas - de Torres para cima, evidentemente, que não cheguei ao ponto de me ufanar "da maior praia do mundo". E se não vou mais seguido a esses lugares, a culpa é minha, não de Porto Alegre.
Claro que a minha cidade tem coisas absolutamente irritantes, capazes de levar qualquer ser humano à loucura, como, por exemplo, um bairrismo exacerbado que insiste em ter "o maior", "o melhor", "o primeiro", "o mais importante", "ó único" qualquer coisa. Um orgulho bobo de coisas falsas que só fazem com que os forasteiros tenham vontade de rir da gente.
Essas coisas irritantes, porém, seriam as respostas para a pergunta "por que deixar Porto Alegre", não? E, no momento, não tenho por que fazer essa pergunta. Assim, enquanto essa necessidade não chega - se é que chegará um dia -, sigo insistindo na vidinha para qual escolhemos voltar em 2003, depois de um longo processo de listar prós e contras.
*
Este post foi inspirado por este da Carol Bensimon, que, vejam só, teve a "infelicidade" de ter deixado a província por Paris.
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Receita de um sábado perfeito
Se eu pudesse escolher um sábado perfeito, ele começaria às 10h, só quando o sono da sexta terminasse, numa manhã de sol e temperatura amena. Na seqüência, depois de um banho demorado e de um café da manhã tranqüilo, o Márcio e eu sairíamos para passear longamente com o Bubi antes de irmos almoçar no Bistrô do Pátio com o Paulo Roberto, a Jeanette e o Bebeto, de onde sairíamos para um café na Mercearia Guahyba. Lá pelas 17h, os cinco iríamos juntos até a Feira do Livro, onde eu me encontraria com a minha irmã, mesmo sem ter marcado encontro, e compraria o livro Celular, do Ingo Schulze, que já estava namorando fazia tempo, com tradução do Marcelo Backes, mais um exemplar do Dicionário de Porto-Alegrês, desta vez para dar para o Ricardo Freire, e um exemplar do Mais ou Menos Normal, da Cíntia Moscovich. Depois de nos despedirmos dos companheiros do almoço, nós nos encontraríamos com o Sérgio Faraco e a Cibele, com quem ficaríamos até o final da noite e: cruzaríamos com o Fabrício Carpinejar, tomaríamos um café com o Riq e o Nick por puro acaso e depois mais outro com o Renato Henrichs, editor da EDUCS e da revista da Florense. Daí iríamos para o pavilhão de autógrafos pegar a assinatura da Cíntia e dar um abraço nela antes de terminarmos o dia com chave de ouro com o Sérgio, a Cibele, o Nico (que vai voltar ao São Pedro no final do mês) e a Márcia no Schulla`s Klein Haus. O mais legal de tudo seria se o sábado todo transcorresse exatamente assim sem que a gente tivesse planejado nada, e o domingo fosse passado na mais pura preguiça, mas uma preguiça tão grande, que um post falando sobre ele só fosse ser feito no final da segunda-feira, pouco antes de sair do trabalho com a Robs para voltar a feira para buscar o autógrafo do duplamente supracitado Riq.
domingo, 9 de novembro de 2008
Promessa para o próximo capítulo
Acabo de voltar de um passeio na feira que começou pouco antes das 17h e terminou... bom, terminou agora. Agora preciso ir para o berço, mas prometo contar em seguida as emoções do sábado e dar as dicas que a Fernanda Souza pediu no post aqui embaixo. Fer, livros "bacanas, leves, divertidos e mulherzinhas" é o que não falta na minha lista pessoal. Hoje mesmo saí de lá com dois. Vou ali dormir para me recuperar, mas já volto.
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Comprar livros na feira? Até pode ser...
Num tempo de superlivrarias com promoções e descontos em caráter permanente, em que comprar livros pela internet é um jeito barato de encontrar aqueles títulos mais difíceis, inclusive de sebos, e em que as boas e resistentes pequenas livrarias oferecem um atendimento personalizadíssimo, não consigo deixar de ver a nossa querida feira mais como ponto de encontro do que como local de compras. Porque, não adianta, não acredito que quem compre livros sempre consiga esperar pela feira. Eu, pelo menos, não consigo.
Até vou à Alfândega em busca de novidades, mas, insisto, e espero que meus amigos livreiros não fiquem muito chateados com isso, pelo menos para mim, a compra é acessória.
*
E uma das diversões extras é fuçar a programação de autógrafos e palestras. Hoje, por exemplo, tem algumas coisas a que lamento não poder comparecer, mas fica aqui a minha seleção para hoje e alguns destaques dos próximos dias:
16h30
Quem Matou o Leitor? - Bate-papo com o romancista pernambucano, articulista em várias revistas e autor de documentários e filmes de curta - metragem. Com Fernando Monteiro e Cíntia Moscovich.
Local: Auditório Barbosa Lessa - CCCEV
18h
Oficina da imaginação: José Castello, escritor, jornalista e crítico, ministra oficina em que a imaginação é o tema e a base do fazer literário. Inscrições devem ser feitas antecipadamente no Balcão de Informações situado na área central da Praça da Alfândega.
Local: Sala O Retrato - CCCEV
18h30
Autógrafo: Operação Condor: o seqüestro dos uruguaios - uma reportagem dos tempos da ditadura, de Luiz Cláudio Cunha.
Local: Praça de Autógrafos
20h
Zé Rodrix: As Canções - A criatividade como processo de vida.
Local: Auditório Barbosa Lessa - CCCEV
20h30
Autógrafo: Depois do Sexo, de Marcelo Carneiro.
Local: Praça de Autógrafos
21h
Autógrafo: Squin de Floyrac, de Zé Rodrix.
Local: Auditório Barbosa Lessa - CCCEV
A programação completa para o dia está aqui, e a do restante da feira, aqui.
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Etiqueta na feira: fuçar a sacola alheia
Por enquanto, o Luís Augusto Fischer é a figura mais presente da minha feira deste ano. Explico. Foi ele a primeira pessoa com quem o Márcio e eu topamos na nossa primeira visita, no começo da noite de sábado. Era sobre ele a manchete do site quando entrei online hoje de manhã. E foi dele o primeiro livro que comprei na Praça da Alfândega em 2008: um exemplar do divertidíssimo Dicionário de Porto-Alegrês, para a carioca Roberrrta, que outro dia estava dizendo que às vezes tem "uma vontade louca de falar um bá".
Por causa do Fischer também me surgiu um questionamento sobre "etiqueta na feira". Quando chegamos à banca da Palmarinca, ele estava pagando uma sacola cheia de livros. Cheia de coisas boas, concluí, sendo ele quem é. Perguntei se podia ver o que tinha lá dentro, e ele, gentilmente, permitiu. Mas saí de lá com a maior sensação de ter cometido uma gafe. Dos títulos que tinha na sacola, fiquei curiosa a respeito de praticamente todos. Só que não me sinto no direito de divulgar o que vi, porque embora tenha sido o cavalheiro de sempre e deixado que a enxerida fuçasse as aquisições que acabara de fazer, sei que ele não sabe quem eu sou (a não ser que às vezes estou ao lado do Márcio quando os dois conversam), e não deve nem imaginar a existência deste espaço, agora vizinho do Pesqueiro dele.
Enfim, o que o(a) caro(a) leitor(a) acha? É feio demais pedir pra ver a sacola dos outros?
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Bom mesmo era...
Curtir a feira do livro é também reclamar da feira do livro. Porque, vai dizer, todo mundo tem uma reclamação a fazer de como as coisas eram, estão ou poderão vir a ser. Hoje mesmo, na hora do almoço, planejando o que queremos fazer na edição que começa hoje, comentamos sobre uma mudança que já foi muito falada e que, desde que ocorreu, segue dando o que falar, principalmente entre os mais puristas.
Porque a retirada do pavilhão de autógrafos do centro da praça deixou tudo meio guenzo. E não adianta dizer que o centro "geográfico" da praça agora é onde está o atual pavilhão, porque não é. O pavilhão ficou escanteado, na beira da Mauá, pertinho do barulho do trânsito. E não tem mais todo o miolo da praça pra gente ficar parado esperando esbarrar com alguém. Olha o mapa aqui.
Aliás, onde é que o(a) querido(a) leitor(a) costuma marcar encontros na praça? Eu, por costume, sigo marcando na frente do pavilhão de autógrafos, ao lado do Memorial do Rio Grande do Sul. A gente se vê por lá!
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Da difícil arte de escrever
Duas pessoas do meu círculo de convivência que escrevem magistralmente dizem que escrever, para eles, é absurdamente difícil, praticamente uma tortura. Para quem lê os textos deles, porém, é complicado acreditar nisso. Porque são textos saborosos, fáceis de compreender, ainda que densos e repletos de informação (no caso do jornalista), de sentimento (no caso do ficcionista) e de novo vocabulário (sempre aprendo palavras novas com ambos).
Sempre que penso nos dois Sérgios em questão, o Augusto (o jornalista) e o Faraco (o ficcionista), fico com vergonha das mal traçadas que lanço neste espaço para os meus leais 17 leitores. Imagino que essa consciência que têm da complexidade do ofício que exercem com tanto brilho é o que os coloca num patamar muito, mas muito acima deste em que eu me encontro.
Em tempos de Feira do Livro, em cujas sessões de autógrafos costumo brincar que há mais autores do que leitores - parece que hoje em dia tem mais gente publicando livro do que tendo filho e plantando árvore -, eu me pego questionando: para quantos dos publicados é tão difícil escrever como para os meus queridos amigos Sérgios? Ou será que essa suposta dificuldade de que os dois falam na verdade é falsa modéstia, só um jeito de consolar os pobres mortais, de que a gente só não escreve como eles porque não sofre e não porque não pode?
*
Dos dois são os livros que deixo hoje como dicas do que procurar na feira.
Do Sérgio Augusto: Lado B e As Penas do Ofício.
Do Sérgio Faraco: Lágrimas na Chuva e Contos Completos.
terça-feira, 21 de outubro de 2008
Doce ironia ou O que procurar na feira (2)
Foi só eu escrever o post abaixo para receber a mala direta da L&PM comunicando o lançamento do Dolce Agonia, o livro que traduzi no começo do ano da mesma autora do lindo Marcas de Nascença, Nancy Huston. Foi pedreira, mas valeu a pena.
Ainda não vi a edição final, mas sei que o trabalho foi feito com todo cuidado do mundo, principalmente na caça às babadas deixadas por esta que vos escreve. Dica bacana para procurar na feira.
Agora, de volta à (des)programação normal.
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Ironia literária
Estou em dívida com a Camila Saccomori, editora do site da Feira do Livro. Isso porque tinha prometido um post por dia sobre o assunto até o final do evento. Só que não ando conseguindo. É que estou nos finalmentes de uma tradução - cuja entrega está atrasada, que vergonha. Ou seja, um livro está me mantendo longe dos livros.
Prometo que volto logo.
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
O que procurar na feira (1)
Quem acompanha o blog há mais tempo sabe que livros são um assunto recorrente por aqui. Não apenas porque metade de mim é tradutora, como também porque sou uma leitora compulsiva e de gosto plural.
Por coincidência, recebi hoje um e-mail divulgando o lançamento do livro que foi a minha primeira dica de 2008, Born Standing Up, do Steve Martin. O livro saiu agora pela editora Matrix, traduzido por Daniela P. B. Dias, com o título de Nascido para matar... de rir.
Para ler o post que escrevi em 2 de janeiro, clica aqui.