O dia se espatifa: Ratatouille não, obrigada

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Ratatouille não, obrigada

Eis que ontem, enquanto tomava o café da manhã na cozinha, passa correndo de debaixo do balcão da pia para baixo da mesinha auxiliar uma coisa correndo. Automaticamente, solto um grito gutural e descontrolado e saio correndo atrás do zelador. Ou era a maior barata do mundo, ou um ratinho pequenininho. Nenhuma das alternativas me agrada, mas a segunda me dá um nojo muito, muito, mas MUITO maior. O zelador, impiedoso, depois de examinar a cozinha enquanto eu espero do lado de fora da casa decreta:

– É rato.

Com menos tato ainda, acrescenta:

– E não tem como pegar. Eles são muito rápidos e se escondem em qualquer canto.

O pânico, a essa altura, atingiu níveis estratosféricos. Mal sabia eu que ele ainda reservava o golpe de misericórdia:

– Se a senhora não puser veneno logo, ele vai criar ninho. E eles são muito rápidos.

O Márcio? Estava na piscina, esperando por mim, que tinha ficado em casa só para comer uma coisinha rápida. Quando voltou, eu estava lívida, arrependida até o último fio de cabelo de ter adiado a dedetização e desratização que seria originalmente feita no sábado.

Pelo sim, pelo não, resolvemos acreditar que era um baratão. E que não iria voltar. Comprei iscas para baratas. À noite, nosso amiguinho resolve dar mais uma banda de um lado a outro da cozinha. Mais um grito gutural. E uma autoenganação em que o Márcio também decidiu acreditar:

– Não era rato, não. Era barata. Menos mal. Amanhã a faxineira limpa bem os cantos e bota as iscas.

Pano rápido. Chegada da faxineira de manhã.

– Celma, acho que estamos com baratas na cozinha.

- Barata? Na sexta eu vi um ratinho.

...

Resumo da ópera: no final da manhã, nosso supracitado roedor – que torcemos para que seja sempre o mesmo - repetiu o percurso do dia anterior e sumiu atrás da porta, onde descobrimos um buraquinho à Jerry, único lugar onde ele pode ter se enfiado. O buraco está tapado com uma rolha improvisada de papelão enquanto o cimento não vem. Atrás da geladeira e do fogão, além de outros lugares estratégicos fora do alcance do Bubi, o cão que não caça ratos, foram estrategicamente depositadas iscas de veneno para rato.

Cheguei em casa há mais ou menos meia hora e pulo a cada som de grilo, carro, mosquito e vizinho que ouço. Será que é ele?

Ó!!! Ah, não. É só o processador do computador...

*

Adorei Ratatouille. A história do ratinho capaz de fazer delícias na cozinha me encantou. E encantou o Márcio. Tanto que ambos vencemos a paúra completa que temos desses roedores. Mas ontem e hoje o encanto diminuiu um pouco. Na hora do almoço, no bufê onde comemos havia uma espécie de ratatouille. Apesar de adorar, desta vez passei batido. Até a coisa se solucionar, Ratatouille não, obrigada!


Postado por Cássia Zanon

5 comentários:

  1. Lorenzo DeMarco11/02/2008 22:20

    O que?! Tu chama o zelador para matar uma barata ou um rato?!

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  2. Ratatouille é uma metáfora? Será? Hein?

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  3. hahahah... Cássia, pior foi outro dia que aconteceu o mesmo comigo. Sorte que a mãe tava em casa, pegou a vassoura e, graças a Deus, naõ era um rato, era um filhote de morcego se arrastando!

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  4. Tadinho do Rato!

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