O dia se espatifa: Lembrança de viagem - City Lights

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Lembrança de viagem - City Lights

Se eu não tivesse ido até lá, certamente o Márcio não me deixaria entrar em casa quando voltasse. Mais do que a Golden Gate, a City Lights era o meu destino mais certo em São Francisco. E agora tenho mais isso a agradecer ao meu querido marido fã de contracultura. A livraria é tudo o que se lê sobre ela e um pouco mais.  

É um verdadeiro museu em forma de loja. São livros de todos os tipos, com o melhor da literatura que já se fez e se faz mundo afora. Tirei foto da prateleira do Kurt Vonnegut, folheei muitos livros e assuntei com um dos atendentes no caixa, tudo ao som de Bob Dylan, que tocava sem parar num tom mais do que adequado nos alto-falantes espalhados pelos ambientes.

- O Sr. Ferlinghetti [dono da City Lights] vem à loja de vez em quando? - perguntei, orientada pelo Márcio, que, claro, queria um autógrafo.

- Ele vem todos os dias - respondeu o moço, que não deve ter 25 anos.

- É mesmo? E ele já veio hoje? - disse eu, empolgada.

- Não. Ele está na Itália.

- E como ele é?

- É uma figura incrível, muito simples, muito humilde, muito simpático.

- E você gosta de trabalhar aqui?

- Adoro!

- Está aqui há muito tempo?

- Só há sete meses.

- Ah, mas sete meses é bastante tempo.

- Que nada! A maioria aqui trabalha na City Lights há mais de 25 anos.

Adorei.

Quando for a São Francisco, não ouse deixar de passar pela City Lights. E para saber mais sobre o que a livraria e editora significam para a história da cultura do século 20, vale dar uma lida no verbete da Wikipédia.

Neste link dá para ver as fotos que fiz para provar que estive lá. Da série micos necessários. 


Postado por Cássia Zanon

Um comentário:

  1. Mr. Ferlinghetti não estava lá?
    Que pena!

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