O dia se espatifa: notícia triste
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segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Obrigada, Floquinho

(Sei que andas por aí, oiço os teus passos em certas noites, quando me esqueço e fecho as portas começas a raspar devagarinho, às vezes rosnas, posso mesmo jurar que já te ouvi a uivar, cá em casa dizem que é o vento, eu sei que és tu, os cães também regressam, sei muito bem que andas por aí.)
Este trecho lindo é o primeiro texto do livro Cão Como Nós, que o poeta e romancista português Manuel Alegre escreveu para lembrar seu cão Kurika e eu li na quinta-feira passada, com o Floc dormindo aos meus pés. Nesta madrugada, pouco depois da 1h, a duas semanas de completar 13 anos de idade, o Floquinho nos deixou.

Depois de quase 12 horas seguidas com uma respiração mais ofegante do que o normal, sofrendo a cada inspiração e expiração, ele descansou. Ficam conosco a saudade e a lembrança de tantas coisas que ele nos deu nos 11 anos e 1 mês que passou ao nosso lado, com direito a duas mudanças de cidade, quatro mudanças de casa, muitas idas à praia, passeios e ranzinzices.

Eu já tinha contado como ele entrou na minha vida, feito um mea culpa sobre ter esquecido do aniversário de 12 anos e relatado o começo da doença dele no Bicharada. No último dia 24 de setembro, ele se recuperou da última crise. Desta vez, infelizmente, não deu.

Reforço aqui o agradecimento ao comprometimento e à competência da nossa veterinária, Simone Wolffenbüttel, que nos ajudou a enfrentar os últimos momentos e a fazer com que as últimas semanas de vida dele fossem o mais tranqüilas e dignas possíveis, e à Gabi e à Rejane, da Cachorro no Mato, que tão bem cuidaram dele nos últimos anos e seguirão responsáveis pelo Bubi, que está visivelmente perdido, sem a principal referência dele dentro de casa. Obrigada também a todos os internautas que se envolveram na campanha "Força, Floquinho". Tenham a certeza de que toda energia boa que vocês mandaram para ele foi muito bem utilizada.

Estou triste, é claro, mas também estou muito feliz por ter tido esse bichinho na minha vida.

(Na foto acima, ele do jeito que mais gostava: na praia, fedendo a maresia e cheio de pega-pega.)

*

O Márcio também escreveu sobre ele aqui.

quarta-feira, 18 de julho de 2007

...

Ainda não sei o que é mais forte, se a tristeza ou a indignação. Não encontro nada correto para escrever neste momento. Não foi um acidente, simplesmente, e a avaliação mais clara que vi disso foi de um correspondente do The Times, em entrevista à CNN. Sigo acompanhando as notícias em estado quase catatônico.

quinta-feira, 12 de abril de 2007

Coisas da vida

Estou de luto. Acabo de saber que, ontem à noite, morreu o Kurt Vonnegut. Ainda não consigo definir direito a sensação que tive ao receber a notícia. Foi como saber da perda de um tio muito querido que não tive a oportunidade de conhecer pessoalmente. E não estou exagerando. E espero que esse sentimento tão prosaico de uma admiradora tão distante não ofenda a memória dele. O mesmo espero sobre as traduções que tive a honra de fazer dois clássicos desse humanista de primeiríssima linha.

Coincidência das coincidências, neste fim de semana havia lido o mais recente livro dele, que acabou sendo, efetivamente, o último.

*

Escrevi sobre o assunto também lá no Mundo Livro.

domingo, 25 de março de 2007

Fiquei sabendo há pouco que um colega do clicRBS morreu ontem atropelado. Aos 20 anos, o Bruno Neumann era um daqueles guris que, trabalhando com tanta gente mais nova do que eu, aprendi a identificar como sendo especial. Não sei bem explicar a razão, porque poram poucos os contatos que tive com ele, mas lembro de sempre ter tido a melhor das impressões.

A notícia me deixou muito triste, e eu sinceramente não consigo pensar em nada além disso para escrever agora.