Luc Ferry & Paulo Renato Souza1.1 É indescritível a sensação de participar de um evento como
o que começou ontem em Porto Alegre simplesmente como público, sem compromisso jornalístico de escrever alguma coisa sobre, de contar como foi, de pensar num lead. Ainda que, admito, eu tenha destacado mentalmente alguns pontos que não poderiam ficar de fora da matéria. É o vício. Um dos destaques: o fato de o
Luc Ferry ser um crítico veemente do construtivismo. Viva! Sempre achei uma bobagem sem fim aquele papo de "cada aluno com seu ritmo".
1.2 Achei uma pena ter lido metade do
Aprender a Viver antes da palestra do Ferry. Apesar de excelente, a palestra do homem É o livro. Não tive surpresas, pois, com a maior parte do que ele falou, o que foi meio ruim. Em compensação, retomei a leitura com outros olhos. Ficou bem mais clara, por exemplo, a diferenciação que ele faz entre filosofia e religião.
1.3 Tenho a maior das boas vontades com o
Paulo Renato Souza. Mas não deu. E não só pela comparação com a palestra anterior. Foi ruim mesmo, descolado do contexto da primeira palestra. Será que eles não se falaram antes? Será que o Paulo Renato já tinha lido antes o que leu para o público? Fora que eu sofri horrores com o contrangimento de ver metade da platéia se levantar e sair no meio. Não consigo fazer isso. Nem em filme.
1.4 Só europeus podem manter a elegância com cortes de cabelo como o do Ferry?
1.5 Surpresa boa: meu francês ainda dá para o gasto. Consegui acompanhar toda a fala do Ferry sem os fones (os aparelhos imitam de um jeito meio ridículo o i-Pod!). Das duas uma: ou eu andava subestimando o meu domínio do idioma, ou ele só usa vocabulário do "Livre 1".
1.6 Além das palestras, tive o prazer de conversar com gente tão querida e interessante como a Ana Guerra, o Bel Merel, a Dodô Dornelles, a Tânia Carvalho, o Gilberto Perin, a Alice Urbim, a Marlise Aúde, o
Roger Lerina e o Walter Galvani. O projeto
"Reaprendendo a pensar" tem também, portanto, um módulo bacana chamado "Rever pessoas legais".