O dia se espatifa: pensamento
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quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Cadê o livro?

Não sou uma acadêmica. Uma vez tentei ser, mas fui conquistada pela realidade.
A frase não é minha, ainda que pudesse ser, mas da escritora norueguesa Åsne Seierstad, a quem assisti hoje no Fronteiras do Pensamento. A palestra foi bacana – seguida por uma divertida e interessante participação do Moacyr Scliar –, mas o que me impressionou mesmo foi a beleza dela. Que mulher linda!

Saí de lá com vontade de ler O Livreiro de Cabul, que andou passeando pela minha cabeceira até eu desistir e achar que nunca leria. Agora preciso recuperá-lo, onde quer que ele tenha ido parar.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Falou e disse

O "jornalista dos jornalistas" John Lee Anderson foi categórico hoje diante da platéia do Fronteiras do Pensamento: não existe essa tal de neutralidade jornalística. Segundo ele, pode-se até falar em "objetividade", mas, disse o homem, até isso é uma utopia.

Ouvir alguém do quilate dele dizer isso lava a alma de uma jornalista que, como eu, insiste em ter time de futebol e votar nas eleições. Não só por isso, mas também pela análise sobre o papel de seu país, os Estados Unidos, no mundo pós 9/11 e a avaliação de que, apesar de cheio de informações à disposição, o público não consegue interpretá-las, a palestra dele foi uma das melhores do evento até agora.

terça-feira, 10 de julho de 2007

Confirmando as expectativas

Admito, fui predisposta a não gostar. Capitulo, ele tem a maior cara de ser alguém interessantíssimo com quem sair para tomar uns chopes. Agora, a palestra do Peter Greenaway foi chata. E, num dado momento, ele faltou com a verdade. Disse que passaria um trecho de um dos projetos dele e que tiraria quando o público começasse a se entediar. Não tirou! O público estava morto de tédio. Eu, pelo menos, estava quase tendo uma síncope quando a projeção foi interrompida.

Nessas horas eu me esconjuro por meus princípios de não sair no meio da fala de ninguém.

Por isso, querido Nasi, te peço perdão. Mas não vou conseguir fazer o relato detalhado que tu pediu ali embaixo. E depois de ver o trailer – chato – do recém-acabado Nightwatching, a ser lançado em Veneza, descobri que não será tão cedo que mudarei de idéia sobre a obra dele.

Sim, sim, é muito provável que essa minha implicância denote um grau inferior de desenvolvimento intelectual. Mas, enfim, prefiro conviver com essas limitações a fingir gostar do que acho pure bullshit, obrigada. Still, se ele quiser sair pra uns chopes, sou parceira.

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Duas fronteiras

A da chatice
O tom monocórdio do Timothy Garton Ash só me fez pensar o tempo todo no professor mala do Curtindo a Vida Adoidado. Independentemente do conteúdo interessante da palestra e dos trocentos títulos que ele ostenta. Anyone? Anyone?

A do absurdo
Já nas respostas às perguntas do público, o Gabeira, que eu dizia no ano passado que seria meu deputado se eu votasse no Rio, disse, para gáudio da platéia, que uma das soluções para a corrupção seria acabar com o foro privilegiado para parlamentares e inverter o ônus da prova (!!!) para funcionários públicos (será que ele não queria dizer "detentores de cargos públicos"? Whatever).

As dúvidas que me ficam são: ele seguiria defendendo o fim do foro privilegiado no dia em que qualquer um o processasse na justiça comum por algo que ele dissesse ontem, por exemplo, com o único intuito de acabar com a carreira política dele? Os funcionários públicos que o apaludiram seguiriam achando uma boa idéia a inversão do ônus da prova (!!!) caso um colega mau-caráter ou um chefe mesquinho os acusassem injustamente de roubo e eles tivessem que se virar para provar que eram inocentes, e não o contrário?

Nesse momento, contrariei uma das minhas mais fortes convicções de etiqueta e fui embora.

quarta-feira, 6 de junho de 2007

Do lugar-comum como pensamento

Não foi má a palestra de ontem do Fronteiras do Pensamento, com o Patrick Dixon. Aliás, foi uma bela palestra motivacional, daquelas que a gente assiste em treinamentos da firma. Como sempre acontece quando assisto a uma exposição dessas, saí de lá pensando em quando, afinal, farei a minha série de livros que vai me auto-ajudar.

quarta-feira, 23 de maio de 2007

Cabulei

Não fui ontem ao Fronteiras do Pensamento. Excesso de trabalho, chuva fina, frio e a mais pura preguiça. Alguém aí sabe se perdi alguma coisa?

terça-feira, 15 de maio de 2007

Freud explica?

Lições das palestras de Jean-Pierre Lebrun e Charles Melman:
  • Alguém precisa explicar para os conferencistas estrangeiros que tirar o fone de ouvido da tradução simultânea na hora de responder às perguntas ajuda horrores – ou ao menos implementar dois canais diferentes de tradução, para os pobres não ficarem ouvindo o que dizem numa língua que não compreendem
  • A Copesul podia abrir a mão e dar mais água para os palestrantes durante suas falas
  • Meu francês definitivamente está melhor do que eu imaginava
  • Preciso voltar à terapia

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Da memória e do cosmos

As palestras de hoje foram sobre assuntos que não costumam despertar o interesse desta que vos escreve. Mas o Iván Izquierdo e o Marcelo Gleiser compensaram essa falha da minha curiosidade intelectual com falas bem bacanas.

Sigo desinteressada pelos assuntos, though.

*

Ando sumida, eu sei. Mas o trabalho tem sido mais cansativo do que o normal. Ando lendo pouco. Vendo poucas coisas. Pensando em quase nada além de trabalho. Espero que essa fase meio gris termine esta semana, com o cumprimento de mais um dead line.

A ver.

terça-feira, 8 de maio de 2007

BHL

Na próxima encarnação, quero nascer francesa. E filósofa. Só para conviver mais de perto com gente como o Bernard-Henri Lévy, cuja palestra hoje foi uma das mais interessantes até agora.

Com os neurônios um pouco zonzos por causa do belo vinho tomado chez Mário e Dilza, peço licença para falar melhor sobre o que disse o homem, que mostra que senso de humor e seriedade podem caminhar perfeitamente juntos.

Azar, virei fã. Se alguém quiser me dar de presente o American Vertigo, não vou achar ruim.

quarta-feira, 25 de abril de 2007

Post lavoisier

Aproveito o e-mail que mandei pra uma amiga contando o que achei da noite de ontem pra fazer o registro.

o phelps tava chato. muito chato. o conteúdo da palestra era bacana. mas a palestra em si, um porre. literalmente quase dormi.

o marcelo portugal foi bem bacana. e parece ter irritado bastante os petistas da platéia com piadas sobre o lula e seu governo, o que foi divertido :-)

decidi que, definitivamente, enquanto não surge coisa melhor, sou capitalista. mesmo sendo duranga.

terça-feira, 10 de abril de 2007

Da filosofia

Decidi hoje criar uma nova escola filosófica. É o Simplicismo – uma abordagem simplista da existência humana. Porque Sim e Porque Não são as principais linhas teóricas. No Simplicismo, a resposta está no raso. E não dá para estender muito a explicação, porque senão contraria toda a lógica da coisa. Neste caso, não é possível filosofar em alemão.

*

Ah, sim, by the way, Peter Burke foi bacana, ainda que não muito revelador. A palestra foi feita em português de gringo, língua que eu não domino muito bem, e acabei saindo da UFRGS com dor de cabeça. Ainda que com vontade de fazer mestrado (ou mesmo graduação) em História. Principalmente se for para ter aula com ele e o Robert Darnton.

segunda-feira, 9 de abril de 2007

De volta à cabeçolândia

Amanhã é dia de Peter Burke, e eu me ressinto de só ter lido artigos de jornal sobre ele... Ãnfã, imagino que seja melhor do que nada, certo?

Se valer a pena, conto depois.

quarta-feira, 28 de março de 2007

Da falta de educação de pessoas supostamente educadas

Uma coisa que me espantou sobremaneira na palestra de ontem foi o número de gente que se levantou e saiu no instante em que o apresentador disse "agora vamos fazer a última pergunta". Não consigo deixar de me espantar com a capacidade que os seres humanos têm de serem grosseiros.

terça-feira, 27 de março de 2007

2 Fronteiras do Pensamento

2.1 Atraso de meia hora para entrar na palestra do Roberto Darnton. A culpa não foi minha, mas da zona em que se transformou o entorno da UFRGS, aparentemente por uma chateação da EPTC. Foi uma pena, perdi toda a parte da explanação sobre Rousseau e Voltaire

2.2 Frase da noite: "Eu não sei", resposta do Sr. Darnton à pergunta "Qual é o futuro da humanidade". Sabedoria não se compra

quarta-feira, 21 de março de 2007

1 Fronteiras do Pensamento

Luc Ferry & Paulo Renato Souza

1.1 É indescritível a sensação de participar de um evento como o que começou ontem em Porto Alegre simplesmente como público, sem compromisso jornalístico de escrever alguma coisa sobre, de contar como foi, de pensar num lead. Ainda que, admito, eu tenha destacado mentalmente alguns pontos que não poderiam ficar de fora da matéria. É o vício. Um dos destaques: o fato de o Luc Ferry ser um crítico veemente do construtivismo. Viva! Sempre achei uma bobagem sem fim aquele papo de "cada aluno com seu ritmo".

1.2 Achei uma pena ter lido metade do Aprender a Viver antes da palestra do Ferry. Apesar de excelente, a palestra do homem É o livro. Não tive surpresas, pois, com a maior parte do que ele falou, o que foi meio ruim. Em compensação, retomei a leitura com outros olhos. Ficou bem mais clara, por exemplo, a diferenciação que ele faz entre filosofia e religião.

1.3 Tenho a maior das boas vontades com o Paulo Renato Souza. Mas não deu. E não só pela comparação com a palestra anterior. Foi ruim mesmo, descolado do contexto da primeira palestra. Será que eles não se falaram antes? Será que o Paulo Renato já tinha lido antes o que leu para o público? Fora que eu sofri horrores com o contrangimento de ver metade da platéia se levantar e sair no meio. Não consigo fazer isso. Nem em filme.

1.4 Só europeus podem manter a elegância com cortes de cabelo como o do Ferry?

1.5 Surpresa boa: meu francês ainda dá para o gasto. Consegui acompanhar toda a fala do Ferry sem os fones (os aparelhos imitam de um jeito meio ridículo o i-Pod!). Das duas uma: ou eu andava subestimando o meu domínio do idioma, ou ele só usa vocabulário do "Livre 1".

1.6 Além das palestras, tive o prazer de conversar com gente tão querida e interessante como a Ana Guerra, o Bel Merel, a Dodô Dornelles, a Tânia Carvalho, o Gilberto Perin, a Alice Urbim, a Marlise Aúde, o Roger Lerina e o Walter Galvani. O projeto "Reaprendendo a pensar" tem também, portanto, um módulo bacana chamado "Rever pessoas legais".

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

Rumo à cabeçolândia

Dentro do projeto pessoal "Reaprendendo a pensar", fiz ontem a inscrição no Fronteiras do Pensamento. Por R$ 450, vou poder ouvir uma pá de gente que faz melhor uso dos neurônios do que a vasta maioria de nós.

*

Agora, um comentário implicante: não vos irrita um pouco essa mania agora de dizer que um evento, um curso, uma coisa dessas qualquer tem um "investimento" de tanto? Uma mensalidade de curso não é mais considerada "gasto", mas "investimento". Como me incomodam os eufemismos...